Polí­tica

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O vereador professor Júnior Geo (PROS) usou a tribuna durante a última sessão ordinária da Câmara de Palmas em 2015 para denunciar o que chama de ações coercitivas praticadas pela secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Cleide Brandão, e ainda questionar novamente a Lei Orçamentária Anual (LOA 2016).

Na ocasião, a partir de um ofício que narra o trato interpessoal da gestora da pasta com servidores cedidos pelo Governo Federal, Geo expôs que três técnicas cedidas ao projeto Desenvolve Palmas foram desligadas da equipe por decisão unilateral da secretária. Ainda de acordo com o documento, que é assinado por dez servidores ligados ao Desenvolve Palmas, o cronograma está em atraso devido à intransigência de Cleide Brandão. “A gestora tem pressionado a equipe com ameaças de desligamento, além de gerar desânimo e até mesmo doença nas pessoas”, relata o vereador.

Para ele, estas atitudes são vexatórias e vão contra inclusive à ideologia do órgão ao qual as servidoras estão vinculadas. “Estas técnicas não são funcionárias de uma empresa privada de posse da secretária. São servidoras do Ministério do Trabalho e Emprego”, destaca. “A colaboração delas é fruto de um convênio grandioso que pelo visto a gestora não sabe gerir”, conclui.

LOA

Ainda na oportunidade, Júnior Geo questionou novamente os recursos previstos para a educação na LOA 2016. O documento enviado pela Prefeitura de Palmas à Casa de Leis prevê um aumento de apenas R$ 49.725,00 para as necessidades da pasta, conforme explica o vereador. Para Geo, o impasse está no fato de que neste ano a gestão se comprometeu com professores, pais e alunos a resolver questões urgentes na educação de Palmas. “Há escolas para climatizar, titularidades e progressões dos professores e ainda a Escola Estevão de Castro sem telhado no Jardim Aureny III. Este planejamento será suficiente?”, questiona.

O problema da falta de repasse à merenda escolar também foi mencionado pelo vereador na última sessão ordinária. Esta e outras questões, para ele, mostram que não há planejamento na atual gestão e que assuntos colocados como prioridade durante a campanha eleitoral hoje têm sido esquecidos. “Será que educação, saúde e segurança pública são só importantes no palanque?”, indaga ao informar que mais de R$ 1 milhão na LOA está previsto para a Secretaria de Governo promover eventos e shows.