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Com faixas e cartazes, os servidores da saúde do Estado saíram em carreata nas avenidas de Palmas até a Assembleia Legislativa do Tocantins, nesta quarta-feira, 16, protestando e reivindicando seus direitos que o Governo do Estado acordou e não cumpriu com a categoria.

A ação faz parte do movimento paredista que iniciou a 10 dias cobrando do Estado o pagamento dos retroativos do adicional noturno, insalubridade, plantões extras e gratificações, além de melhores condições de trabalho nas unidades hospitalares.

Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde no Estado do Tocantins (Sintras), Manoel Pereira de Miranda, o governo não tem como prioridade a saúde da população tocantinense. “O governo quer rasgar o PCCR da saúde que ele mesmo implantou, com isso desvaloriza os servidores que tanto contribui para o crescimento desse Estado”, ressaltou Miranda.

Assembleia Legislativa

Enquanto os servidores na galeria da AL demonstravam a indignação da categoria pela falta de compromisso do Governo com os profissionais da saúde, o presidente da Casa de Leis, Osires Damaso, evocou que o sindicato não cumpriu sua parte do compromisso firmado com o governo.

O tal descumprimento que o então governador em exercício se refere é que a greve na saúde cessaria se o governador efetuasse o pagamento das duas parcelas do adicional noturno atrasado há sete dias.

Depois da reunião com o governador em exercício o presidente do Sintras visitou os grevistas em Miracema, Porto Nacional, Palmas e Paraíso. Diretores do Sintras também conversou com a base em Araguaina e Gurupi e os servidores decidiram continuar com a greve para tentar garantir os pagamentos do dia 11.

Mas, a proposta do então governador em exercício de pagamento do adicional noturno em troca do fim da greve, não foi aceito pela assembleia geral, pois, o Estado já não tinha mais credibilidade com a categoria, sendo que faltava apenas três dias para o executivo creditar os valores  programados para o dia 11 último, o que não ocorreu, e como previa os grevistas.

“Quem decide o fim da greve não é o presidente do sindicato, mas sim, a assembleia geral, e em reunião com o governador em exercício, Osires Damaso, deixei bem claro para o governador que levaria para a base analisar a proposta e que o fim do movimento viria da base e não de mim”, disse o presidente Manoel Miranda.

Após essa carreata, a diretoria do sindicato reunirá com os comandos de greve para avaliar o movimento paredista e definir os rumos do movimento. Enquanto isso também aguarda o Governo agendar uma reunião para discutir a questão, incluindo a pauta das condições de trabalho ainda esta semana.