Economia

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Depois de todo o ano de 2015 em queda, mês a mês, o consumo das famílias de Palmas teve um aumento significativo em janeiro. Nesse mês, essa intenção chegou a 87,8 pontos, contra 84,5 de dezembro último, resultando em um crescimento de 3,3 pontos. Na comparação com janeiro de 2015, que registrou 120,1 pontos em seu índice geral, o lastro das quedas seguidas fica evidente, pois a redução chega a 32,3 pontos. A pesquisa reveladora desse índice foi a de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) e foi realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em parceria com a Fecomércio Tocantins.

Na visão do presidente da Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, esse aumento era esperado em face tanto do Natal, quanto das festas de ano novo. “Mesmo com um ano um tanto difícil para o comércio como foi 2015, tivemos esse crescimento e que poderia ter sido maior se não fosse a conjuntura econômica recessiva nacional”, disse Pisoni.

Para 70,2% das famílias entrevistadas o consumo está sendo menor na comparação com janeiro de 2015. E para 54,9% este não é um momento adequado para a aquisição de bens duráveis.

Quanto à perspectiva de consumo para os próximos meses, 58% revelaram que estão consumindo menos do que no segundo semestre de 2015. Mais difícil para 75,6% está o acesso ao crédito ou empréstimo. Negativa também foi a perspectiva profissional para os próximos seis meses, apontada por 41,9% dos que não preveem melhorias nesse período.

De positiva foram apontadas a situação do emprego, que registrou 70,9% dos que disseram estar mais seguros. E a situação de renda, quando 52,2% afirmaram estar esta melhor do que o mesmo período do ano passado.

Sobre a ICF

A ICF analisa sete itens juntos aos consumidores: situação do emprego, perspectiva profissional, situação de renda, acesso a crédito ou empréstimo, consumo atual, perspectiva de consumo, e momento para consumo de bens duráveis. A de janeiro foi realizada nos últimos dez dias do mês de dezembro em Palmas, Capital, quando 500 famílias foram entrevistadas. Os números aqui apontados são do índice geral, ou seja, das duas categorias de famílias pesquisadas: as que ganham mensalmente até 10 salários mínimos/mês e as que recebem acima desse valor. A pesquisa adota a escala de 0 a 200 pontos, considerando-se positivo acima de 100 pontos e negativo abaixo deste número.