Polí­cia

Depois de registrar mais um falso sequestro recentemente, o 3º Batalhão da Polícia Militar chama atenção da comunidade para esse tipo de crime, que ocorre com certa frequência na região de atuação da unidade. O caso mais recente foi em Pedro Afonso, no último dia 25 de janeiro. Um homem ligou para uma moradora do setor Maria Galvão dizendo ter sequestrado sua filha, que mora em uma fazenda na zona rural de Bom Jesus do Tocantins, onde não há sinal de telefonia.

Na ocasião, o criminoso orientou a mulher a não desligar o aparelho celular e pediu o valor de R$ 5 mil, depois reduzido rapidamente para R$ 1.000,00, para liberar a vítima que estaria sendo mantida refém. A quantia deveria ser depositada em uma conta bancária da Caixa Econômica Federal de uma casa lotérica da cidade.

Apesar do desespero inicial, comum neste tipo de situação, a mãe da suposta vítima foi até o 3º BPM pedir ajudar. No local, os militares começaram a levantar informações para confirmar a veracidade do sequestro. “Analisamos as características e verificamos que era falso. Para ter ainda mais certeza enviamos uma equipe até a fazenda na qual a suposta vítima do sequestro mora. A moça estava bem e exercendo suas atividades normalmente”, relata o subcomandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, capitão Reis.

Capitão Reis lembra que ainda há poucos registros de falsos sequestros na região de Pedro Afonso, porque na maioria dos casos a vítima não procura a polícia por já ter tido o prejuízo financeiro e devido a vergonha de ter caído em um golpe.

“No caso especifico da última tentativa de crime, acreditamos que a mãe da suposta vítima procurou o quartel por não ter a quantia solicitada”, comentou Reis.

Como o golpista age

O militar explica como costuma agir o autor deste tipo de crime. Segundo ele, o golpista liga primeiro para a pessoa que supostamente será sequestrada, informa trabalhar na operadora telefônica e que precisa fazer reparos na rede. Em seguida, solicita que o dono da linha desligue o telefone por algum tempo. Antes coleta alguns dados da vítima para supostamente confirmar o cadastro, aproveitando para pegar o telefone de algum parente dela e tentar aplicar o golpe.

O subcomandante do 3º BPM lembra que esse tipo de crime se diferencia do sequestro padrão, pois nele o autor primeiro seleciona uma vítima que tenha uma boa renda financeira e possa pagar o resgate.

“O bandido não liga para algum familiar e nem pede que permaneça na linha, também não conversa por longo tempo ou orienta que alguém vá a uma lotérica depositar valores. Quando se trata de um sequestro verdadeiro, se pede uma quantia alta e não se reduz essa quantia de maneira rápida. Diferente do falso sequestro, como neste último caso registrado em Pedro Afonso, quando inicialmente se pediu um resgate de R$ 5 mil e com pouquíssimo tempo caiu para R$ 1.000,00. Em um sequestro verdadeiro, dificilmente acontece isso”, conclui.

Dicas para não cair no golpe

O subcomandante do 3º BPM aproveita para orientar a população para não cair neste tipo de golpe.

Veja algumas orientações:

- Tenha cuidado ao atender ligações com números não identificados e também com prefixos de outros estados onde não possua familiares ou amigos.

- Caso atenda, a princípio fique calmo e ouça atentamente. Neste tipo de situação o criminoso provoca bastante a vítima, fala que tem um parente sequestrado para causar terror.

- Ao receber esse tipo de ligação, desligue o telefone imediatamente, tente localizar  a suposta vítima do sequestro ligando nos telefones dela em casa ou no trabalho para realmente constatar que ela está bem.

- Quem receber uma ligação telefônica falando sobre um sequestro, deve desligar o telefone, não ficar nervoso, procurar o suposto parente sequestrado e informar a Polícia Militar ou a Polícia Civil.

Por: Redação

Tags: 3º BPM, Polícia, Polícia Militar