Cultura

Foto: Emerson Silva

Com o intuito de fortalecer a cultura das comunidades afro-brasileiras e quilombolas, começou nessa quarta-feira, 11, e segue até o dia 13 (sexta), o 43° Festejo da Abolição, promovido pela Associação da Comunidade Quilombola Dona Juscelina, no município de Muricilância, região norte do Tocantins, a 63 quilômetros de Araguaína. Com o apoio da Secretaria da Cidadania e Justiça, por meio da Gerência de Promoção da Igualdade Racial, o evento comporta em sua programação o 5° Seminário de Cultura Afro-Brasileira e Quilombola, a ser realizado nesta quinta-feira, 12.

Além de promover as culturas afro e quilombola, com apresentações artísticas e oficinas culturais, o seminário discutirá a implementação e a execução da temática no currículo oficial nas escolas municipais e estaduais da região, de acordo com a Lei federal 10.639/2003. Temas como cultura organizacional, movimentos sociais das comunidades, educação antirracista e turismo étnico-cultural também serão discutidos no evento.

O gerente de Promoção da Igualdade Racial, André Luis Gomes da Silva, reforça a necessidade de eventos como esse para promover as diferentes culturas, bem como a igualdade e o respeito entre elas. “O festejo visa chamar mais a atenção da própria comunidade para a preservação da cultura afro e quilombola, bem como o seu grande potencial de produzir todo tipo de material da própria cultura para vender, dar ou expor, promovendo o sua identidade”, afirma.

O gerente discutirá com a comunidade sobre turismo étnico-cultural como grande potencial das comunidades africanas e quilombolas. “O turismo nas comunidades está se tornando cada vez mais forte e é importante mostrar o grande potencial dos quilombolas em promover a igualdade racial através da sua produção”, explica.

No encerramento do seminário haverá, ainda, um intercâmbio cultural entre as comunidades Dona Juscelina, Pé do Morro, Cocalinho, Baviera e acadêmicos africanos, a fim de conhecer um pouco mais de cada uma e promover uma troca de experiências.

O Festejo da Abolição continua no dia 13, com apresentações musicais, artísticas, exibição e discussão de documentários, oficinas com mulheres das comunidades africanas e um desfile pelas ruas de Muricilândia. O evento será finalizado com apresentações das comunidades quilombolas Pé do Morro e Cocalinho e shows regionais, na noite de sexta.