Polí­tica

Foto: Marcos Oliveira

O senador Donizeti Nogueira (PT/TO) falou em conspiração, quando na votação da admissibilidade do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, na madrugada desta quinta-feira, 12, no Senado. "Hoje vivenciamos o ápice de uma conspiração engendrada pelo vice-presidente da República (Michel Temer), auxiliado por alguns ex-ministros do atual governo, cujo produto final é um golpe frio, com o qual os derrotados da eleição presidencial de 2014 vem colaborando”, afirmou. 

No seu discurso, o senador destacou os avanços dos governos petistas, entre eles, a valorização do salário mínimo, os programas sociais que retiraram o Brasil do Mapa Mundial da Fome e a políticas econômica e externa que colocaram o País entre as sete maiores economias do mundo: em 2002, o PIB brasileiro era de R$ 1,4 trilhão, ao final de 2015 chegou à casa dos R$ 5,9 trilhões. O PIB per capita em 2002 era de US$ 2.860 e hoje passa dos US$ 15 mil. As reservas cambiais durante os governos tucanos eram de R$ 16 bilhões, e nos governos petistas, chegaram à R$ 376 bilhões.  

Donizeti Nogueira criticou o relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-TO) por ele estar baseado em falsas premissas. “Não é verdade que a presidenta cometeu crime de responsabilidade”. O senador ressaltou que a equalização dos juros dos empréstimos concedidos aos produtores rurais através do Plano Safra, um dos argumentos para o pedido de impedimento contra a presidenta Dilma, não são operações de crédito e sim, prestação de serviços.

O senador ainda destacou a subvenção dada pelo governo Dilma Rousseff ao setor agropecuário, que custaram ao país R$ 43 bilhões em seis anos, geraram R$ 3 trilhões em receita, além de inúmeros empregos diretos e indiretos. O incentivo ao setor permitiu que a compra de máquinas agrícolas saltasse de 27 mil máquinas por ano para 60 mil máquinas por ano.

Citando as alterações de meta fiscal do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os mais de 100 decretos emitidos por ele em um único ano, o senador Donizeti atribuiu a tentativa de impeachment como um golpe. “Será que é porque pensaram que o presidente Lula não conseguiria governar e ele não só governou bem, como foi reeleito, fez uma sucessora e ela também foi reeleita?”, questionou.

Para o parlamentar, a oposição tenta repetir 1954 por não conseguir ganhar as eleições no voto. “Tentam o golpe não pelos seus erros, mas pelos seus acertos. Por causa do projeto desenvolvimentista para esse País”.

O senador encerrou seu discurso rebatendo a falácia que o afastamento da presidente Dilma Rousseff é a solução para o país. “A democracia está sendo solapada e essa situação vai aprofundar o problema”, concluiu, votando contra o impeachment da presidente.

Pronunciamento completo: https://www.youtube.com/watch?v=d9fYH_cg0FM