Polí­tica

Foto: Divulgação Vereador pastor João Campos criticou declarações do prefeito de Palmas Vereador pastor João Campos criticou declarações do prefeito de Palmas

Na sessão desta terça-feira, 13, na Câmara de Palmas, o vereador pastor João Campos (PSC), candidato a vice-prefeito da capital na chapa composta com o candidato Raul Filho (PR), subiu à tribuna da Câmara para criticar o gestor e candidato à reeleição Carlos Amastha (PSB), após divulgação de áudio nas redes sociais no qual o prefeito, em reunião, no início do mês, com lideranças religiosas, teceu comentários pejorativos sobre os vereadores de Palmas. "Naquela oportunidade ele teceu vários comentários a respeito da Câmara Municipal de Palmas. Satirizou um texto bíblico aonde a bíblia diz que toda autoridade é constituída por Deus. Satirizou esse texto bíblico entendendo como é que Deus elegeu capetas e satanases para estarem aqui representando a população, aqui nesta Casa", disse o pastor João Campos que já foi da base do prefeito na Casa de Leis Municipal. 

O vereador João Campos lamentou. "Nós lamentamos seriamente esse tipo de atitude. Reiterou várias vezes, isso está nos áudios e foi divulgado, ele dizendo que os verdadeiros capetas e satanases estão aqui nesta Casa e que não há necessidade de satanás vir aqui em Palmas, porque já está muito bem representado pelos vereadores". 

Nessa reunião, de acordo com o pastor, o prefeito de Palmas informa ter expulsado da base alguns vereadores, inclusive o próprio João Campos. "Ele disse que expulsou alguns vereadores da sua base e fez uma explicação a respeito da minha pessoa. A única coisa que ele apresentou, dizendo que eu era inimigo da administração, que eu nunca apoiei a administração", informou o vereador. João Campos frisou não coadunar com a gestão Amastha. "Ele querer dizer que me expulsou da base. Quero dizer a vocês que eu sempre repeti que não coaduno com a forma desse cidadão fazer política, pelo tratamento que ele dá ao cidadão palmense", afirmou. Os outros nomes citados por Amastha na reunião foram do Emerson Coimbra (PMDB), Rogério Freitas (PMDB) e do Milton Neris (PP).

O vereador pastor João Campos disse que jamais estaria no palanque de Amastha. "Sempre disse ao senhor prefeito que os projetos ao bem-estar dessa casa, da população ele poderia contar com o meu apoio. Chamar vereador de capeta, tratar a população de Palmas desta forma! jamais estaria num palanque de um cidadão desse. É preciso respeito, é preciso dignidade!", afirmou. 

Campelo 

Para o vereador Lúcio Campelo (PR) o posicionamento do prefeito Carlos Amastha foi infeliz e insano. "Isso é insanidade! Não respeitar os parlamentares que ajudaram ele a construir ao longo desses três anos e sete meses, oito meses de gestão, atribuir a essas pessoas que estiveram com ele, do lado dele, essa alcunha de capetas e satanases. Se ele faz isso com os vereadores, imagine com a sociedade. Se ele dá esse tratamento a quem esteve com ele, fazendo chacota com a palavra de Deus!", criticou.