Saúde

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Mostrar a forma como é desenvolvido o trabalho das parteiras tradicionais e a troca de experiências entre elas e as equipes de saúde da família são benéficas para a população no que diz respeito a melhorias do parto domiciliar, e levar essas informações para outros estados tem sido a rotina da enfermeira da Secretaria de Estado da Saúde, Margarida Araújo Barbosa Miranda.

Atualmente, a enfermeira divide com outras unidades da Federação a experiência bem sucedida do Tocantins quanto a execução do Projeto Parteiras Tradicionais. Custeado pelo Ministério da Saúde, o projeto surgiu da necessidade de identificar o quantitativo de parteiras e a forma como elas desenvolviam os trabalhos. “O MS sabia da existência das parteiras pelo registro de nascidos vivos fora do ambiente hospitalar. A partir daí firmou-se uma parceria entre Ministério, Secretaria de Estado da Saúde, Universidade Federal do Tocantins e o Distrito Sanitário Especial Indígena. Com isso foi possível fazer um banco de dados e realizar encontros de saberes, além de um levantamento situacional do parto domiciliar por parteira”, afirmou Margarida.

A enfermeira também destaca a participação do Grupo Curumim, uma organização não-governamental de Recife, que, segundo ela, foi primordial para a capacitação de enfermeiros para atuarem com as parteiras na vinculação dessas mulheres ao serviço de saúde. “Além das capacitações e vinculações, as parteiras também receberam kits da Rede Cegonha com todo material de uso no trabalho de parto, reanimação de bebê e primeiros socorros nos casos de intercorrências”, enfatizou. 

“O trabalho das parteiras tem um aspecto cultural, como é caso dos povos indígenas, nos quais estão 80% das parteiras do Tocantins. Elas também estão em regiões distantes de hospitais de referência e cuidam da mãe e do bebê até 42 dias após o parto”, destaca Margarida. O Tocantins conta com cerca de 70 parteiras tradicionais. 

Modelo

Além de ser modelo bem sucedido, o Tocantins leva aos outros estados o modelo de plano de apoio ao parto domiciliar, que tem sido usado como base para outras unidades da Federação.