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Foto: Divulgação Material promocional do samba-enredo da escola Material promocional do samba-enredo da escola

A Federação da Agricultura do Estado do Tocantins (FAET) por meio de seu presidente Paulo Carneiro repudiou por meio de nota o enredo da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, que anunciou que apresentará um samba-enredo enaltecendo os indígenas do Xingu e com críticas árduas ao Agronegócio Brasileiro.

Segundo Paulo Carneiro, no samba-enredo o agronegócio é chamado de “o belo monstro” que “rouba as terras dos seus filhos, e acaba com as matas e seca os rios”. Conforme o material de divulgação, uma das alas da escola de samba se chamará “fazendeiros e seus agrotóxicos” e outra se chamará “pragas e doenças”. 

A Federação da Agricultura repudiou não só o samba-enredo como as demais peças publicitárias divulgadas pela escola carioca para o desfile de Carnaval de 2017. “Inadmissível que a maior festa popular brasileira possa ser plateia para assistir a um espetáculo de sensacionalismo e ofensas ao setor produtivo do Brasil”, informa a nota da Faet.

A Federação ressalta que “o País do samba” é sustentado pela pecuária e pela agricultura, pois os setores correspondem a 22% do PIB do Brasil e, segundo a Faet, foram responsáveis por assegurar a geração de emprego e renda em épocas de crise que o País vem enfrentando.

Segundo a Faet, o agronegócio no Brasil se destaca em todo o mundo e apresenta resultados relevantes em geração, transferência e adoção de tecnologias e pesquisas, fortalecendo diversas cadeias produtivas e movimentando vários setores econômicos. “É o setor que mais evoluiu nas últimas décadas, garantindo a preservação do meio ambiente, recursos naturais e da vida em nosso planeta”, defende a Faet. 7

Ainda segundo a nota da Federação, a classe produtiva e a sociedade brasileira não podem aceitar calados “diante dessa injustiça, o produtor vem trabalhando para produzir mais e de forma sustentável a agricultura brasileira. Ao tentar denegrir o agronegócio brasileiro, o grupo mostra total despreparo e ignorância quanto à história brasileira e à realidade econômica atual do País”, conclui.