Saúde

Foto: Conexão Tocantins

A Secretaria de Estado da Saúde esclareceu por meio de nota encaminhada ao Conexão Tocantins que a adolescente Kayorrane B. A, de 15 anos, deu entrada no Hospital Geral de Palmas dia 24/07/2015 apresentando quadro de infecção na medula óssea e como consequência da doença evoluiu para paraplegia irreversível.

A dona de casa Francineide Carneiro é a mãe da adolescente e passa por momentos difíceis em Palmas. Francineide que está desempregada em razão dos cuidados que a filha requer, veio do Maranhão em busca de oportunidades e melhores condições de vida. No entanto, logo que chegou na Capital tocantinense, recebeu a confirmação da infecção na filha. Desde então, Francineide sofre para manter a família que é formada por ela, a adolescente e mais dois filhos - um de 10 e outro de 7 anos. 

Um vídeo foi divulgado no início da semana por um casal de pastores, amigos da família, pedindo ajuda. Na página do pastor Nelcivan Costa no Facebook é possível acompanhar informações e centenas de comentários de pessoas sensibilizadas. Entre os pedidos estão: fraudas M e G, cestas básicas, recursos para a compra de medicamentos, e outros. 

Segundo a Sesau, em 2015, a paciente ficou internada durante 40 dias na unidade e nesse período ela foi submetida a vários procedimentos médicos com especialistas e equipe multiprofissional da unidade. Após a alta hospitalar do HGP, de acordo com a Sesau, a paciente ficou sob os cuidados da gestão municipal em conjunto com a família para tratamento das úlceras de pressão, adquiridas pela condição de paraplegia. A menor, de acordo com a pasta, esteve esporadicamente no Hospital Geral de Palmas, sendo atendida e acompanhada pela equipe multiprofissional. 

A Sesau informou ainda que a paciente retornou na unidade no dia 07/06/2017 e conforme protocolo do Ministério da Saúde, que estabelece a política de desospitalização, a paciente se tornou apta para a internação domiciliar com cuidados compartilhados entre profissionais de saúde do Governo Estadual e a família.

O programa de desospitalização, segundo a Sesau, garante equipe multiprofissional para prestar assistência de saúde e disponibiliza insumos necessários ao tratamento, como materiais e medicamentos. "Fazem parte desta equipe multidisciplinar médicos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas, que hoje atendem mais de 60 pacientes em internação domiciliar em Palmas", informou a pasta. 

A Sesau também esclareceu que após a admissão da adolescente no programa de internação domiciliar sob responsabilidade do Governo Estadual, a partir do dia 07/06/2017, a paciente recebe visitas diárias da equipe multiprofissional "com tratamento humanizado e digno", informou a Sesau. 

"A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins reitera seu compromisso com a saúde pública de qualidade e respeito aos seus pacientes, familiares e todo o corpo de saúde integrante desta instituição. É fundamental que a família esteja envolvida em todos os cuidados de forma que se responsabilize pela manutenção da higiene e do bem-estar da paciente. Com relação à situação atual das úlceras de pressão, não se faz necessário a internação hospitalar, haja vista que as feridas não estão infectadas, com necessidade nutricional para boa evolução das feridas, fato que foi discutido com equipe e com a mãe", finalizou a Secretaria Estadual de Saúde.