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Com a mediação do Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins (Sindfato) e o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privados do Tocantins (Sindessto) fecharam, na manhã desta última segunda-feira, 28 de agosto, um acordo sobre a data-base para os cerca de 180 farmacêuticos que trabalham nos 180 hospitais e estabelecimentos de saúde. Pelo acordo, o reajuste salarial será de 7%, mais do que o dobro da inflação registrada nos últimos 12 meses, e jornada de trabalho segue de 13 plantões de 12 horas ou 6 horas diárias.

Além disso, como percentual de reajuste deveria ter sido dado em novembro, os hospitais vão pagar, em quatro parcelas, o retroativo desta data-base. “O acordo acabou sendo muito positivo, pois mantivemos a nossa jornada de trabalho, temos percentual bem acima da inflação de reajuste e receberemos os retroativos”, destacou o presidente do sindicato, Pedro Henrique Goulart Machado Rocha.

A primeira parcela do retroativo será paga já em setembro deste ano e, a última, em dezembro.

Inicialmente, os hospitais queriam ampliar a jornada de trabalho para 15 plantões por mês, o que elevaria a carga horária de 156 horas mensais para 180 horas. “Isso nós não tínhamos como aceitar”, destacou o secretário-geral do Sindifato, Renato Soares Pires Melo. Outra proposta dos representantes patronais era um reajuste salarial menor, de 6%.

A reunião desta segunda-feira foi a segunda tentativa de acordo entre os farmacêuticos e os hospitais e laboratórios. Isso porque na reunião marcada no último dia 18 o Sindicato dos Hospitais não compareceu.

A audiência só foi possível graças a solicitação do Sindifato, que contou com a participação dos farmacêuticos Tássio Fontes Moreira Câmara, Isabella Afonso Gomes de Araújo e do advogado Denis Rodrigo Ghisleni. “É importante ressaltar a colaboração da classe farmacêutica nessa luta, participação nas assembleias de negociação como fizeram os colegas neste dia. Só assim, com a união e colaboração de todos, iremos obter mais conquistas”, disse o presidente.

Benefícios

Com a reposição de 7%, o piso dos farmacêuticos que trabalham em hospitais, laboratórios e clínicas de saúde sobe para R$ 3.488,51. Além disso, sé mantido o adicional de responsabilidade de 10% do salário para os profissionais chefes de farmácias nos estabelecimentos hospitalares, o acréscimo de 3% com incorporação salarial para cada três anos trabalhados e a hora-extra em 75%.