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Foto: Maria Alcântara

Nos próximos dias 17 e 18 de outubro, a Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) sediará reunião técnica sobre projeto que está terminando e trabalhou com uma temática essencial na aquicultura: a capacidade de suporte. Em resumo, nessa atividade é a quantidade máxima de pescados que pode ser produzida em determinado corpo d’água sem afetá-lo.

A coordenadora do projeto, que durou cinco anos, é a pesquisadora Flávia Tavares, da Embrapa. Ela explica que “nós pretendemos divulgar os resultados do projeto com a participação de atores envolvidos na temática. São atores envolvidos no processo que vão opinar em relação aos resultados. Eles vão discutir, vão opinar e vão ver de que forma isso seria aplicável”.

São instituições envolvidas a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR), o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDic), a Agência Nacional de Águas (ANA), a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e o Grupo Integrado de Aquicultura e Estudos Ambientais (GIA). O evento será restrito a participantes diretamente envolvidos no projeto, como representantes dessas instituições, e a outros atores locais, que também trabalham com aquicultura.

Segundo Flávia, “num segundo momento, quando os dados já forem aprovados pelo setor, haverá uma divulgação pro público externo”. A aprovação a que a pesquisadora se refere deverá acontecer durante a reunião técnica. Os resultados obtidos pelo projeto serão apresentados e haverá discussões técnicas sobre eles, além de encaminhamentos práticos. “É como se fosse uma aprovação do setor em relação ao projeto”, resume.

E, discutidos e finalizados os resultados, o que efetivamente o produtor pode ganhar com eles? Quem responde é a própria Flávia: “o produtor vai ganhar na sustentabilidade da atividade, porque ele vai estar alocado em uma área apta, uma área ideal pra aquicultura em termos de renovação de água, de profundidade, de acesso e ele vai ter a quantidade máxima que pode produzir no local, sem que impacte o meio ambiente e que comprometa a sanidade dos peixes”.

Por: Redação

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