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Foto: Delfino Miranda

O município de Palmeirante, localizado na região norte do Tocantins, deixa de ser considerado área de foco do Mormo, doença infectocontagiosa, após conclusão do saneamento realizado pelo Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), de acordo com a Portaria nº 289, publicada no dia 21 de novembro de 2017. Com isso, os municípios limítrofes ao foco também foram retirados da área, entre eles: Colinas do Tocantins, Tupiratins, Nova Olinda, Brasilândia e Bandeirantes do Tocantins. Todo o processo durou 90 dias.

A Portaria informa ainda que estão autorizados os eventos com aglomerações de equídeos (equinos, asininos e muares) em Palmeirante, desde que, fiscalizados e vistoriados pela Adapec. Para o trânsito desses animais, é obrigatória a emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA), além da apresentação de exames negativos e atualizados de Mormo e Anemia Infecciosa Equina (AIE), e comprovação de vacinação contra Influenza. “Essas exigências são de praxe  e obrigatórias em todo o Estado, pois seguem as legislações federal e estadual, visando à erradicação de doenças e preservação sanitária dos animais”, disse o responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos, Raydleno Mateus Tavares.

O presidente da Adapec, Humberto Camelo, disse que os trabalhos de investigação e controle dos focos têm surtido efeitos positivos, pois em 2016 foram registrados 16 novos casos da doença, mas este ano, até o momento, foram somente sete registros. “Nossos profissionais estão realizando um trabalho sério, com agilidade, para impedir a disseminação da doença, que pode ser transmitida ao homem. Acredito também que a ampla divulgação de informações sobre a enfermidade, por meio de palestras e conscientização dos criadores tem colaborado para o êxito das atividades”, conclui.

Vale lembrar que nos municípios onde houver determinação judicial prevalecerá as disposições daquele juízo.   

Entenda                                                                    

No dia 17 de agosto de 2017, a Adapec registrou caso de mormo em um animal de uma propriedade rural de Palmeirante. Na época, todas as medidas de contenção do foco foram tomadas, a propriedade foi interditada, o animal doente foi sacrificado e realizado coleta de amostras dos demais equídeos do plantel e de uma propriedade vizinha, considerada vínculo epidemiológico. Portanto, ficaram suspensas até a conclusão do saneamento da propriedade foco, quaisquer aglomerações de equídeos.

A ação consistiu ainda na realização de dois exames sucessivos de todo o plantel, com intervalos entre 45 e 90 dias, desde que os resultados fossem negativos. Além disso, foram realizadas investigações epidemiológicas para levantar possíveis contatos e eventuais ocorrências de novos casos. 

Por: Redação

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