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por apenas 23 dias. Várias vezes durante o relato, o depoente embargou a voz e fez longas pausas para controlar a emoção de falar de um fato que ele próprio afirmou "não saber o porquê", disse, referindo ao seu afastamento.

Segundo Mauro Teixeira, em 1989 ele era o então presidente da OAB de Gurupi e foi um dos responsáveis pela implantação jurídica do Estado do Tocantins e em 21 de janeiro do mesmo ano tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas Estadual, porém em 14 de fevereiro foi informado que teria sido substituído por José Ribamar Menezes, desde 1° de fevereiro. "Como se toma posse em um cargo vitalício e é destituído em seguida", questiona.

De acordo com Mauro Teixeira, que também é procurador tocantinense aposentado, as cópias documentais de sua posse, através do decreto de n° 96, assim como o livro de ata desapareceram do TCE. O inquirido informou ainda que recorreu com um processo de reintegração de posse que tramita até hoje na 3ª Vara da Fazenda de Registro Público de Palmas.

Após o depoimento de Mauro Lopes Teixeira, foi realizada uma reunião extraordinária da CPI, na qual o deputado Fábio Martins (PDT) teve aprovado um requerimento que solicita cópias dos autos do processo de n° 354/2002 que trata da reiteração de posse do advogado. A justiça tem um prazo de 10 dias para encaminhar a documentação a CPI do TCE.

Patrícia Sampaio

Por: Redação

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