Polí­tica

Os governadores do PMDB ensaiam uma reação conjunta contra a reforma tributária proposta pelo governo, é o que informa uma matéria veiculada pelo O Estado de S.Paulo nesta terça-feira, 11.

Ao mesmo tempo em que disputam entre si novos investimentos para seus Estados, boa parte deles está empenhada em manter a liberdade para conceder incentivos fiscais.

Por enquanto, segundo informa a reportagem, o mais enfático na reclamação a Micher Temer, presidente nacional do PMDB, foi o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, mas o presidente nacional da legenda prevê que isto pode ser o início de uma reação em cadeia.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está fazendo sua peregrinação pela bancada do PMDB na Câmara em defesa da reforma, cujo foco é o fim da guerra fiscal, mas o jogo de pressão sobre o governo já começou informa a reportagem.

A etapa preliminar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que analisa a “admissibilidade” da proposta, está nas mãos de um relator peemedebista: o deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que já apresentou um pleito do Rio de Janeiro a Mantega, na semana passada. Ele quer que seja expressamente permitido no texto da emenda constitucional que o governo fluminense fique com 2% do ICMS incidente sobre o petróleo.

O partido governa sete Estados, localizados nas Regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste. A avaliação preliminar da bancada peemedebista hoje é de que só o Nordeste terá ganhos com a reforma nos moldes propostos pelo governo. A contabilidade mais precisa será feita no dia 25, quando Temer pretende reunir em Brasília o Conselho Político do partido. O colegiado, de cerca de 50 integrantes, inclui os sete governadores (Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Amazonas), os 27 presidentes de Diretórios Estaduais, líderes, ex-presidentes e o atual presidente da legenda.

Da redação com informações O Estado de S.Paulo

Por: Redação

Tags: PMDB, Política