Opinião

Foto: Divulgação General Eliéser Girão Monteiro Filho General Eliéser Girão Monteiro Filho

Graças às atrapalhadas do governo federal em Roraima, que prosseguem sem controle, mais de 40% do território do Estado de Roraima se encontra sob a jurisdição, de fato, não de direito, do Conselho Indigenista de Roraima (CIR); da Agência Católica para o Desenvolvimento (CAFOD) - Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales; da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (CESE) - Conselho Mundial de Igrejas; do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); da Comissão Pró-Yanomami (CCPY); da Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (NORAD) - Ministério de Negócios Estrangeiros; do Greenpeace; do Instituto Socio-ambiental (ISA); da Oxfam e a Survival International dentre outras.

A demarcação de Terras Indígenas localizadas em áreas de fronteira e, coincidentemente, sobre enormes jazidas minerais, trazem à tona novamente a questão da criação e o reconhecimento das “nações indígenas”, defendida por diversas organizações e países estrangeiros. Sem sombra de dúvida, o nosso primeiro “Kosovo indígena” iniciará por Roraima e se estenderá pelo Amazonas, resultando da união da TI Raposa-Serra do Sol, da TI Ianomâmi e “Cabeça do Cachorro”. Seria o coroamento de todo este imbróglio de ações nefastas de ONGs, da adoção do “Estado Plurinacional”, da ausência do estado nas terras indígenas, da total falta de ações coerentes por parte do governo “companheiro” e de sua anuência à Convenção sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Dentro deste caos total, desta falta de princípios, caráter, dignidade e honra surge uma figura impressionante pela sua postura altiva, serena e patriótica: o General Eliéser Girão Monteiro Filho - muito digno comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, sediada em Boa Vista - Roraima. Os regulamentos militares não me autorizam, como militar, criticar ou elogiar um superior hierárquico e por isso resolvo fazê-lo fora das lides castrenses como irmão maçom. Tive a honra e o privilégio de participar, com o General Monteiro, do Curso de Operações de Selva, em 1.999, no Centro de Instrução de Guerra na Selva, em Manaus, onde ele, merecidamente, se classificou em 1° lugar.

Raras vezes temos tido a oportunidade, nestes tempos em que a omissão é a regra, de ver alguém que reaja com autoridade, com dignidade, com responsabilidade, tomando atitudes coerentes com os princípios da ética, da honra e do patriotismo. É bom saber, meu caro ir:. Monteiro que jovens brasileiros tenham, hoje, a oportunidade de verificar que existem “Homens” como tu nesse país para que não caiam no desalento da nossa águia de Haia que chegou a dizer, certa feita, que: “De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

O País tupiniquim das ONGs

O embarque do Ministro-Chefe da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo (SEALOPRA), Roberto Mangabeira Unger da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, para a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no sábado, foi tumultuado. Pouco antes de os helicópteros decolarem, o General de Brigada Eliéser Girão Monteiro Filho, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, com parlamentares federais e estaduais foram proibidos de acompanhar o ministro na visita à Assembléia dos Tuxauas, realizada no Surumu. A inusitada proibição partiu do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, e foi reiterada pelo Ministro da Justiça, Tarso Genro e, agravando a situação, foi determinado também que a segurança de Unger deixasse de ser atribuição do Exército sendo feita pela Polícia Federal.

O senador petista Augusto Botelho, o deputado federal Márcio Junqueira e o deputado estadual Ivo Som, que acompanhavam o evento, revoltados, foram embora. "É um absurdo que as ONG’s ditem quem anda por dentro de Roraima e limitem o próprio Exército, que está dando todo o apoio logístico e é o responsável pela segurança do ministro", protestou Junqueira.

No Brasil, vigora o conceito de Povos Indígenas e não de Nações, como pretendem as ONGs, e, portanto, as restrições ao direito de ir e vir de autoridades em suas áreas são cerceamentos inconstitucionais. O atrapalhado governo federal barra a entrada de brasileiros e autoriza o livre trânsito de estrangeiros de qualquer nacionalidade e com os mais suspeitos interesses. A Igreja, há muito tempo, está atuando fora de sua missão evangelizadora e age, juntamente com as ONGs, criminosamente, na área política e o governo “companheiro” assiste a tudo passivamente.

Nosso país sempre foi um exemplo de sadia miscigenação para os demais, mas a criação de imensas reservas e a retirada de não-índios e mestiços que nela moram, muitas vezes, há centenas de anos, são um estímulo à segregação e o racismo.

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Hiram Reis e Silva

Coronel de engenharia (professor do Colégio Militar de Porto Alegre)

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Por: Redação

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