Polí­tica

Foto: Fabio Pozzebom

A oposição responsabilizou diretamente o Palácio do Planalto pela montagem de um suposto dossiê detalhando gastos da família do então presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

A informação do dossiê partiu de uma reportagem da revista Veja, publicada ontem, 21, em que afirma que o Palácio do Planalto o teria montado. Os documentos estariam sendo usados para intimidar a oposição na CPI dos Cartões Corporativos.

A Casa Civil da Presidência da República divulgou nota neste sábado negando a existência de qualquer dossiê sobre gastos com suprimentos de fundos do governo do ex-presidente FHC e informou que uma sindicância vai apurar a responsabilidade pelo vazamento de informações do Suprim (Sistema de Suprimento de Fundos).

De acordo com a Casa Civil, "o que a revista apresenta são fragmentos extraídos de uma base de dados do Suprim". O sistema foi criado por orientação do TCU (Tribunal de Contas da União) para que fossem estabelecidos mecanismos que dessem maior transparência ao acompanhamento dos gastos.

O Suprim começou a ser alimentado em 2005. O processo de alimentação retroagiu para 2004 e 2003 e agora estariam sendo digitalizados os documentos dos três anos citados na reportagem da Veja.

A Casa Civil também contesta os valores de gastos apresentados pela revista: "Nos três anos referidos pela matéria, o gasto médio anual em suprimento de fundos da Presidência da República não ultrapassa a R$ 3,6 milhões de reais em valores nominais”.

Ainda segundo a revista, o governo teria reunido dados sobre gastos de FHC, da primeira-dama Ruth Cardoso e de assessores por meio de contas tipo B em 1998, 2000 e 2001. No suposto dossiê haveria insinuações sobre o desvio de recursos públicos para a campanha que reelegeu FHC em 1998.

À revista, FHC classificou o dossiê de "chantagem feita a partir do Palácio do Planalto". A reportagem exibe o fac-símile do Suprim de 1998 sobre a aquisição de 180 garrafas de champanhe Chandon e sobre despesas de locação de veículos.

Líder do PSDB emite nota

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), divulgou nota neste sábado, 22, dizendo que a elaboração do dossiê sobre gastos com cartões corporativos no segundo governo de FHC "não vai intimidar o PSDB".

O líder informou que o partido "não se dobra a chantagens, não tem nada a esconder".

O senador desafiou, por meio da nota, que sejam "abertas todas as contas, as deste governo e as do governo anterior, tudo às claras", porque "o contribuinte tem o direito de saber o que fazem com o seu dinheiro”.

Arthur Virgílio responsabiliza diretamente o Palácio do Planalto pela divulgação do suposto dossiê. Segundo ele, "é procedimento típico do governo Lula e de integrantes do seu partido, e desta vez não são os 'aloprados'. São do Palácio do Planalto as informações que foram parar nas páginas da Veja. Somente lá existem os dados. As contas deles são 'secretas', as do governo anterior, não. Não vão, porém, intimidar o PSDB".

Da redação com informações Agência Brasil

Por: redação

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