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O governador Marcelo Miranda (PMDB) e o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Sahium, lançam oficialmente, às 15h30 desta terça-feira, 25, no auditório do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, em Palmas, o Ano Estadual do Boi Verde. A campanha incentivará a cadeia produtiva da pecuária de corte no Estado, destacando a relação custo/benefício e a potencialidade do Tocantins em conquistar novos mercados. O Ano do Boi Verde vai trabalhar políticas para a melhoria das pastagens, sanidade animal, genética e rastreabilidade.

A prática do boi verde já é uma realidade para muitos pecuaristas no país. Nesse método, a nutrição do animal é bem simples, alimentando-se quase que exclusivamente de capim, dispensando os onerosos investimentos com ração. Além de mais barata, essa técnica é considerada por especialistas como vantajosa, representando ganhos em peso e maciez da carne.

Segundo o diretor interino de Produção Animal da Seagro, Cláudio Sayão Lobato, a campanha vai enfatizar principalmente os cuidados necessários para garantir a qualidade do capim. Durante o Ano Estadual do Boi Verde serão realizados em parceria com a Embrapa e outras entidades, dias de campo e o III Seminário Estadual de Pastagens. Ainda segundo Sayão, as boas práticas agropecuárias também vão ajudar o criador no período da seca. “Com o manejo adequado das pastagens, o pecuarista conseguirá prolongar o período de uso pelos animais”, reforça.

Vantagens para o produtor

Para o pesquisador da Embrapa Pantanal, Sérgio Raposo de Medeiros, o boi verde é uma ótima alternativa para a produção de carne no Brasil, especialmente porque com a criação com pastagens e reforço alimentar durante a estiagem, o animal estará pronto para o abate em menor tempo, quando comparado com alimentação tradicional. Raposo afirma que quanto mais jovem o animal for abatido, mais macia será a sua carne e, segundo ele, esse é um fator bastante apreciado pelo mercado europeu.

Integração lavoura - pecuária

Um outro foco do Ano será o fortalecimento da integração lavoura - pecuária. Essa atividade consiste num rodízio com atividades agrícola e animal. O produtor rural poderá aproveitar melhor suas terras, por plantar de forma consorciada pastagens e culturas como o milho e o sorgo.

O secretário Roberto Sahium está otimista com a campanha. Ele acredita que as ações servirão de incentivo para aumentar o número de animais por hectare, mudando em média de 0,5 para 1 unidade. “Temos tudo para expandir o nosso mercado. Estamos intensificando a questão da sanidade e vamos trabalhar fortemente na melhoria genética do gado tocantinense”, pontua. O Tocantins possui 7,3 milhões de cabeças de gado e, em 2007, conseguiu o status de 10 anos livre da febre aftosa com vacinação.

Fonte: Secom

Por: Redação

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