Opinião

O envolvimento da cafetina capixaba Andréia Schwartz, no escândalo sexual que resultou na renúncia do ex-governador de Nova York Eliot Spitzer na semana passada serviu para trazer ao conhecimento público que a prostituição se tornou produto de exportação do Brasil.

O curioso é que essa profissional do sexo, ao ser deportada de volta para o Brasil, em aqui retornando, montou um verdadeiro aparato de segurança em sua volta, como se fosse uma celebridade, com direito a dar uma sumida estratégica da mídia.

Assim como a jornalista Mônica Veloso, que ganhou notoriedade nacional quando foi divulgado pela imprensa o seu relacionamento extraconjugal com o então presidente do Senado, Renan Calheiros, chegando até a fazer ensaio fotográfico para uma revista masculina, o "empresário" de Andréia Schwartz, diz que está estudando propostas de várias revista para que ela também pose nua.

Se essa moda pega!...

A prostituição Made in Brazil está cada vez mais movimentada. É o que revela o mapa da prostituição traçado pela Polícia Federal.

Donos de bordeis em área de garimpo do Suriname, Guiana, Guiana Francesa e Venezuela chegam a pagar algo em torno de R$ 5 mil por cada brasileira "importada".

Tal cotação chega a ser uma afronta, se comparada com as meninas que conseguem entrar em algum país da Europa, onde os aliciadores ganham até R$ 15 por cada uma.

Não é à toa que países como a Espanha (principalmente), Suíça, Itália e até mesmo Portugal (quem diria!), aumentaram as restrições para a entrada de brasileiras (e brasileiros) em seus territórios.

Dados da Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad), indicavam em 2003 que mais de 70 mil de mulheres brasileiras que deixaram o país se prostituíram.

O Tocantins também deu sua parcela de colaboração nesse tipo de "exportação". Como estamos em 2008, acredita-se que esse número cresceu substancialmente, apesar dos constantes esforços da Polícia Federal para tentar barrar o tráfico de mulheres.

 

Zacarias Martins

Jornalista e escritor, titular da Academia Gurupiense de Letras

Por: Redação

Tags: Opinião