Ciência & Tecnologia

Com a Internet e o comércio eletrônico disseminados no país, fazer compras direto de casa, sem pegar filas em estacionamentos de shoppings abarrotados, pode ser uma boa alternativa para o presente do Dia das Mães. Segundo a consultoria e-bit, em 2007 o comércio eletrônico cresceu 40% em relação a 2006, e o Dia das Mães deve movimentar R$ 445 milhões em vendas online em 2008.

Entretanto, para que o conforto não se transforme em uma incômoda dor de cabeça, alguns cuidados são necessários.

Escolher a loja certa, verificar o atendimento da revenda antes, durante e depois da aquisição e também os cuidados do e-commerce com a segurança de seus dados são medidas imprescindíveis.

Há, ainda a questão do prazo de entrega que, por se tratar de uma data comemorativa, deve ser cumprido à risca.

Confira dicas, dadas por especialistas no assunto, para evitar fraudes online e serviços mal prestados nas compras feitas via Web para o Dia das Mães.

Escolha uma loja confiável

Com o e-commerce em alta, é natural que o consumidor se depare com lojas virtuais desconhecidas. Optar por fazer a compra em uma delas é desaconselhável.

"Na dúvida, é melhor escolher os nomes consagrados, que têm muito a perder no caso de um serviço mal prestado e geralmente conhecem mais sobre o campo em que atuam", diz Gastão Matos, consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net).

O fato de uma loja oferecer endereço físico e telefone para eventuais reclamações também deve ser levado em conta na hora de escolher onde comprar.

"Uma boa loja é aquela que disponibiliza diversas formas de contato, já que muitas vezes é preciso falar com alguém, seja na hora de comprar ou reclamar", aconselha Pedro Guasti, diretor da consultoria de comércio eletrônico e-bit.

Para decidir-se pelo estabelecimento é possível usar o site do Procon-SP e buscar referências das lojas. Basta digitar o nome ou CNPJ da empresa na busca localizada ao fim da página para ver o número e tipo de reclamações enviadas ao órgão e quantas destas foram atendidas.

Fique esperto com buscadores de preços

Ao comparar preços em sites de busca, não se deixe levar por valores espantosamente mais baixos - muitas vezes, é melhor desconfiar de um produto de uma loja desconhecida que custe 50% menos do que em um revendedor consagrado. "Os buscadores são ferramentas poderosas, mas não levam em conta a credibilidade da loja", avisa Matos, da Câmara-e.net. "Na compra pela Web não há mágica e, na dúvida, é melhor não comprar".

Site seguro a olhos vistos

Sabe a velha recomendação de verificar se o ícone do cadeado de segurança de um site está habilitado e presente no rodapé da página? Continua valendo. Ao lado dela, permanece a orientação de checar a URL do site e ver se o "https" inicia o endereço.

"Estes são indícios de um site seguro, que criptografa as informações trocadas, como endereços do consumidor, número do cartão de crédito, dados do CPF etc", explica Gastão Matos, consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net).

Prefira pagar com cartão

É comum pensar que compras com cartão de crédito são mais arriscadas, mas ter a possibilidade de pagar dessa forma é um indicativo de credibilidade e segurança do site.

"Operadoras de cartões de crédito não se associam a empresas irregulares ou que não tenham plataformas de segurança sofisticadas, portanto, se o site oferece o pagamento via cartão de crédito, se mostra confiável", diz Matos, da Câmara-e.net. "Hoje, 81% das compras feitas pela Web são pagas com cartões. Dificilmente um lojista que entenda de venda virtual irá se ausentar desse nicho".

Pedro Guasti, diretor da consultoria de comércio eletrônico e-bit, explica que pagar com cartões de crédito "é um auxílio a mais na hora de reclamar um produto não enviado, já que o consumidor pode cancelar a fatura e interromper a transação". Segundo ele, pagamentos via depósito bancário ou boleto devem ser sempre evitados. "Ao fazer isso, o consumidor está pagando o produto antes de recebê-lo e mais sujeito a dores de cabeça".

Cuidado com "malas diretas"

Tenha sempre um "pé atrás" com os e-mails promocionais que chegam a sua caixa postal. Assim como golpistas se utilizam de casos do noticiário para instalar malware na máquina da vítima, podem atacar também sob o nome de empresas conhecidas do e-commerce.

"Mensagens que prometem produtos a preços extremamente abaixo dos praticados no mercado são algumas das iscas de golpistas virtuais e não devem receber nem um único clique do usuário", alerta Guasti, da e-bit. "Ter um antivírus atualizado no computador é necessário e a regra que vale para o e-banking permanece nas compras online: não as realize em PCs públicos e tenha certeza que o seu está protegido".

Preste atenção aos prazos

Qual a vantagem de utilizar a Web para comprar um presente de Dia das Mães se o produto não chegar na data? Certamente, nenhuma. Prestar atenção ao prazo de entrega prometido pela loja no ato da compra é imprescindível.

"Lojas virtuais responsáveis informam a data de entrega do produto antes de a venda ser concretizada -ou seja, antes que você efetue o pagamento e confirme a compra", aponta Gastão Matos, consultor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net).

Ficar de olho na data em que o pedido será, de fato, enviado também é aconselhável. "O site deve ser ágil na hora de confirmar o pagamento, geralmente via e-mail, já que o envio só será feito após essa etapa", alerta Raul Dalaneze, técnico do Procon-SP.

Imprimir e salvar, sempre

Registre todos os processos da venda. A dica é dada por todas as fontes ouvidas pela reportagem de UOL Tecnologia. "O cliente deve imprimir ou salvar confirmações de pagamento, previsões de datas de envio e toda forma de contato feita pela loja", aconselha Dalaneze, do Procon.

"No caso de um produto não recebido, ou enviado com atraso, todas essas provas serão úteis em reclamações junto aos órgãos de defesa do consumidor", explica o técnico.

Fonte: UOL Tecnologia

Por: Redação

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