Economia

Foto: Elson Caldas Governador e várias autoridades viajam na barcaça carregada com 102 ton. de soja Governador e várias autoridades viajam na barcaça carregada com 102 ton. de soja

Na manhã desta sexta-feira, 16, uma barcaça carregada com 102 toneladas de soja partiu para uma viagem experimental de três dias pela Hidrovia Tocantins. Foi o passo inicial para a retomada das navegações comerciais pelo rio Tocantins, interrompidas ainda na época do Brasil Império, há 278 anos, como forma de combate ao transporte clandestino do ouro. Uma viagem de caráter histórico, segundo lembrou o governador Marcelo Miranda, em discurso, antes de entrar na barcaça para dar início ao trajeto.

Centenas de populares, mais de 15 prefeitos, deputados estaduais e federais, secretários de Estado, o vice-governador Paulo Sidnei, a senadora Kátia Abreu e o secretário nacional de Infra-Estrutura Hídrica, João Santana Filho, foram até a cidade de Pedro Afonso acompanhar a partida da barcaça, que tem como destino o município de Aguiarnópolis, num trajeto de 400 km, de onde a carga segue rumo às exportações.

"Como houve a 'Rota do Sal', agora queremos dar início à rota da soja, dos grãos, do boi em pé, do minério", disse o governador, lembrando a Rota do Sal, em que os pioneiros da região percorriam o Rio Tocantins, de Paranã (TO) a Belém (PA), em busca de sal.

A partir dessa viagem experimental, o governo do Tocantins quer comprovar a navegabilidade do rio, fato que seria um primeiro passo para entendimentos com o governo federal quanto às obras finais da Hidrovia Tocantins, construção de portos fluviais no seu primeiro trecho (em Pedro Afonso, Miracema e Aguiarnópolis) e quanto à conclusão da eclusa da Hidrelétrica de Lajeado, obras que tornarão possível o fluxo constante de cargas pelo rio.

O primeiro trecho da Hidrovia, de Miracema a Aguiarnópolis, de 420 km, precisa apenas de obras pontuais e de sinalização. O segundo trecho, de Miracema a Peixe, de 280 km, se tornará navegável com a conclusão da eclusa. "A Ferrovia Norte-Sul já é uma realidade, por isso, eu quero falar agora é da Hidrovia. Ela, quando estiver funcionando, vai realizar os sonhos nossos e de nossos ancestrais", disse Marcelo Miranda, afirmando que a navegação do Rio Tocantins vai acelerar o processo de industrialização do Estado.

Também presente, o comandante da Capitania dos Portos Araguaia-Tocantins, Arthur Mendes, considerou a viagem experimental "extremamente importante para o Estado e para o Brasil", por ampliar a possibilidade de uso do Rio Tocantins, hoje restrita à pesca, ao passeio náutico e à travessia por balsas.

Vantagens

O transporte fluvial é considerado, junto ao transporte ferroviário, o mais econômico para as grandes cargas. Segundo o administrador da Coapa – Cooperativa Agropecuária de Pedro Afonso, Vanderlei de Souza, o preço do frete e o tempo de escoamento da produção grupo serão reduzidos em cerca de 50% com as atividades da Hidrovia.

Isto porque um comboio (composto por quatro barcaças atreladas e por um empurrador) substitui o frete de 90 caminhões, podendo transportar até 3.200 toneladas por vez.

Outra vantagem do transporte hidroviário, na área ambiental, foi citada pelo vice-governador Paulo Sidnei. Segundo disse, para cada mil toneladas de carga transportadas por rodovia, 116 kg de gás carbônico são emitidos a cada quilômetro rodado. No transporte ferroviário são 34 quilos e no hidroviário, apenas 20 quilos. Além disso, o meio hidroviário não produz poluição sonora e praticamente anula os acidentes de tráfego. "O governo do Tocantins está pensando no amanhã, mas agindo hoje", considerou Paulo Sidnei.

 

Fonte: Secom

Por: redação

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