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Com o objetivo de manter a liderança do Estado do Tocantins na cultura do pinhão manso, representantes da Saudibras, Biotins-Energia, Fieto e Iel, Untins, Uft, Universidade Católica e Escola Técnica Federal, se reuniram para criar o Comitê de Bioenergia e Derivados no Tocantins. A reunião ocorreu na tarde desta quinta-feira, 5 na sala de reuniões da Fieto e contou com a participação de pesquisadores do segmento de energia renovável.

Uma das questões acertadas durante a reunião foi a criação de uma Rede de pesquisa cientifica aplicada sobre adaptação, manejo, e principalmente novas variedades de pinhão manso no Estado. Outro ponto a ser pesquisado é sobre os subprodutos da Indústria de Transesterificação para novas aplicações e produtos, a fim de estimular a criação de uma gama de indústrias complementares dentro do Estado, que vão desde fertilizantes orgânicos a produtos farmacêuticos.

A finalidade da rede é criar um Comitê de Bioenergia e Derivados inserido no Mercoeste – (que é o esforço de articulação planejada que visa a aglutinar as forças das lideranças empresariais, políticas e comunitárias a fim de viabilizar o desenvolvimento auto-sustentado.). A previsão é que até o fim deste mês o Comitê já esteja atuando com a participação de Professores e Doutores de Engenharia agrícola, Agronomia, Administração, Biologia e Engenharia Mecânica ligado a Energia.

A intenção agora é buscar novas competências para participar deste Comitê, como profissionais de Sociologia, Filosofia, Economia tornando-o de Excelência Mutidisciplinar. Segundo os pesquisadores participantes, o Tocantins está à frente de outros Estados brasileiros, pelas vantagens econômicas de logística e diversidade de profissionais altamente qualificados para compor uma rede de pesquisa, principalmente no ramo de bioenergia.

Na ocasião, também foi anunciado o envio de um projeto de pesquisa sobre pinhão manso, ao Ministério da Ciência e Tecnologia, para que seja liberado verbas e condições para o desenvolvimento da pesquisa ou ainda fazer com que o projeto seja inserido no Pac – Programa de Aceleração do Crescimento.

Durante a reunião, o engenheiro eletrônico, da Biotins-Energia, Eduardo Bundyra, ao fazer uma explanação sobre as vantagens do uso do pinhão manso, ressaltou a importância da união das pesquisas estrangeiras com as brasileiras, para garantir resultados no investimento industrial e agrícola. Bundyra tem como principal matéria- prima, no seu empreendimento, o pinhão manso. “O pinhão manso produz óleo com excelência e favorece a inserção social, tais como pesquisadores e parceiros do segmento de energia renovável”,disse.

A proposta é que todos os promotores da idéia articulem entre os parceiros a viabilidade de unir o máximo possível de resultados em pinhão manso para abrir caminhos de negócios no Tocantins. O objetivo é gerar emprego e renda a população e consequentemente fortalecer a economia. Outra proposta apresentada durante a reunião, foi a participação dos pesquisadores estrangeiros. Como Holanda, Israel, Índia, Cuba e dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Tocantins que estarão no Jatropha World Congress e 2º Dia de Campo nos dias 20 e 21. A idéia e que eles disponham as ultimas pesquisas sobre pinhão manso, para a rede de pesquisa que será criada no Estado.

Segundo um dos defensores do pinhão manso para produção de biodiesel, o pesquisador da Uft – Universidade Federal do Tocantins, Eduardo Erasmo, o óleo do pinhão manso é considerado um dos melhores para utilização em motores, pois gera eficiência de combustão.

 

Fonte: Assessoria de imprensa da Saudibras

Por: redação

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