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A Valec, estatal do Ministério dos Transportes que retomou projetos de desenvolvimento e de construção de novas ferrovias no país, fez as contas e estima a compra de 850 mil toneladas de trilho nos próximos seis anos. Pelo preço internacional da tonelada de trilho que aporta no Brasil, o negócio supera os US$ 720 milhões no período.

A demanda inclui as compras já feitas de 63 mil toneladas (parte para o trecho da Ferrovia Norte-Sul até Palmas-TO). O volume inclui ainda a extensão da própria Norte-Sul entre Palmas e Anápolis (GO). A Valec promete lançar a licitação para a subconcessão de operação do trecho, de 1.400 quilômetros, até o fim deste ano ou, no máximo, no início de 2009.

A demanda de 850 mil toneladas de trilho para a Valec inclui ainda todo o projeto ferroviário de ligação leste-oeste, que vai conectar Ilhéus (BA) a Gurupi (TO), além de Uruaçu (GO) a Vilhena (RO), malha que cortará a Norte-Sul. Segundo Fernando Castilho, engenheiro de estudos e planejamento da Valec, a demanda por trilho inclui a ligação transcontinental do Rio de Janeiro ao Acre, na fronteira com o Peru.

Oferta escassa

A Valec prepara ainda para este ano um novo pregão internacional para aquisição de mais trilhos, além das 63 mil toneladas que já comprou. A demanda criada pelo governo e sustentada pelo setor privado, na avaliação dele, sustenta já a produção de trilhos no Brasil. A opção de compra no mercado local resolveria um problema do país, o de disputar com outros compradores internacionais uma oferta escassa.

O prazo mínimo para importação atualmente é de seis meses e, mesmo diante de tanta antecedência, há problemas. "Já ocorreram atrasos na entrega de trilhos para a Norte-Sul. A obra não parou, mas o ritmo de construção foi reduzido", explica.

A Companhia Vale do Rio Doce vai comprar 105,8 mil toneladas de trilho neste ano. O maior projeto é a duplicação da Estrada de Ferro Carajás, por onde a Vale escoa a produção de minério para o mercado internacional. O volume supera o dobro do comprado em 2007 -45,1 mil toneladas.

 

Fonte: Gazeta Mercantil

Por: Redação

Tags: ferrovia, Ferrovia Norte-Sul