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Foto: Wherbert Araújo

Sistemas de produção integrada de hortaliças agroecológicas, sem componentes químicos e ambientalmente sustentáveis. Essa está sendo a alternativa utilizada por muitas famílias de pequenos agricultores no Tocantins, para melhoria da alimentação, tornando-a mais saudável, e para geração de renda.

As hortas agroecológicas, ou em formato de mandala, integram o Projeto Agroecológico Sustentável, desenvolvido pelo Ruraltins – Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins. As hortaliças são plantadas de forma circular, para proporcionar absorção adequada dos raios solares e diminuir a incidência de pragas e doenças. Nas arestas do terreno, pode ser feito o plantio com fruticulturas de maior porte e reflorestamento.

Para otimizar o rendimento das hortaliças, os produtores constroem um pequeno reservatório de água no centro da plantação, para criação de peixes. Sobre o reservatório, é instalada uma lâmpada, para atrair insetos, que servem de alimento para os peixes.

Segundo o presidente do Ruraltins, Sebastião Pelizari Júnior, são muitos os benefícios do sistema. “As vantagens para o produtor que implementar esse sistema em sua propriedade é o aumento da renda, melhoria da qualidade da alimentação; como é uma unidade agroecológica, a produção tem comércio garantido, sem mencionarmos a eliminação no uso de produtos químicos na propriedade e nos alimentos, entre outros fatores que, somados, representam uma atividade rentável, sustentável e que vão melhorar a qualidade de vida dos pequenos produtores rurais”, explicou.

As hortas agroecológicas são voltadas principalmente aos pequenos agricultores familiares, que têm produção de subsistência. “Temos procurado dar atenção especial também às comunidades quilombolas, extrativistas, e todos os outros atendidos pela política de assistência técnica e extensão rural”, afirmou.

Um dos pequenos agricultores beneficiados pelo programa é a produtora Francisca das Chagas, que está produzindo na horta inaugurada em Augustinópolis, que contou com a participação do governador Marcelo Miranda, no dia 9 de agosto. Ela conta que melhorou sua alimentação e com o dinheiro arrecadado com o excedente da produção, ela consegue pagar insumos da produção e ficar com o restante. “Em agosto recebi R$ 270 com a venda dos legumes da horta”, comentou. Em Augustinópolis, a hortaliça é gerenciada pela Associação de Mães Solteiras do município, beneficiando 15 famílias de baixa renda.

Para implantar uma horta

Primeiramente é necessário fazer o preparo do solo, com adubos orgânicos e outros componentes; o tanque na área central, para a criação de peixes, com encanamento para levar água ao centro da hortaliça e, no caso de irrigação, para as plantas; lâmpada para atrair os insetos, além das mudas e sementes.

Para montar individualmente, o produtor deve gastar entre R$ 6 e 10 mil. No entanto, o Ruraltins implementou as quatro unidades com recursos próprios e as hortaliças são gerenciadas geralmente por associações de pequenos produtores.

Já foram implantadas quatro hortaliças circulares no estado, sendo uma em Arraias, Augustinópolis, Taguatinga e Ponte Alta do Bom Jesus. As unidades servem como agentes multiplicadores do sistema para outros municípios. “Os agricultores assumem o compromisso conosco de permitir que a horta sirva de unidade didática, para que outros agricultores da região aprendam a produzir nesse formato”, contou.

As hortas circulares é uma das ações para promover a melhoria da qualidade da alimentação dos agricultores familiares. “Há alguns anos atrás, percorrendo as propriedades rurais no interior do estado, percebíamos que os agricultores se alimentavam, basicamente de feijão, arroz, carne e farinha de mandioca. Com as ações de incentivo ao cultivo de hortaliças, como as hortas agroecológicas, a maioria dos agricultores agora tem esse reforço alimentar, além do excedente da produção, que pode ser comercializada”, explicou Pelizari.

 

Fonte: Secom

 

Por: Redação

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