Polí­tica

Foto: Divulgação Ação ilegal tem por finalidade minar a base eleitoral de Vanderlei Barbosa Ação ilegal tem por finalidade minar a base eleitoral de Vanderlei Barbosa

O vereador Wanderlei Barbosa (PSB), reeleito pela quinta vez consecutiva, disse ontem, quarta-feira, 29, em plenário, que as pressões que sofre desde a campanha eleitoral continuam, embora o Governo do Estado já tenha demitido todas as pessoas ligadas a ele. Segundo o vereador, o problema teria surgido quando acusou o Estado de retardar a autorização para construir o loteamento de casas populares em Taquaruçu. Intensificou-se depois da detenção do chefe de gabinete da primeira-dama Dulce Miranda que, conforme Wanderlei, estaria distribuindo folhetos apócrifos em Taquaruçu contra o vereador e contra a sua família.

Wanderlei informou, ainda, que seu cunhado, capitão PM Negreiros, que teve a prisão determinada pelo Comando da Polícia Militar durante a campanha, responderá a sindicância. A acusação, tanto para a ordem de prisão, quanto para a abertura do processo, é de “crime militar”, sem especificar qual. O capitão, ao receber voz de prisão, em 5 de outubro, quando estava de licença médica, dirigiu-se à casa do vereador e de lá não mais saiu. Wanderlei disse que, embora respeite muito o comandante da PM, não entende os motivos que o levaram a determinar a prisão de Negreiros e que levará o caso ao Ministério Público Estadual (MPE). “Este governo é pior que o anterior”, afirmou Wanderlei. “No anterior, as ações eram abertas, neste, ocorrem na calada da noite.”

Ponderando, o presidente da Casa, Carlos Braga (PMDB), que é advogado, lembrou que a abertura da sindicância mostra que a lei está sendo cumprida, pois o capitão terá o direito de defesa. “Está no direito constitucional de ampla defesa e do contraditório”, disse Braga.

Já o vereador Alberto Guimarães Gordo (PT), referindo-se também ao caso relatado por Wanderlei, defendeu que está na hora de o Estado e a Capital viverem realmente uma democracia, sem perseguições políticas, inclusive de servidores que não concordaram em participar desta ou daquela campanha para a Prefeitura. “Este tipo de pressão não se viu na Prefeitura, graças a Deus”, disse Gordo.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Palmas