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A Câmara dos Deputados já demitiu 102 servidores, que são parentes de parlamentares ou de funcionários da Câmara, que ocupam cargos de chefia. As demissões ocorreram após decisão do Supremo Tribunal Federal proibindo a pratica de contratação de parentes (nepotismo) nos três Poderes. A informação do número de exonerações foi dada, ontem, quinta-feira, 30, pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Chinaglia informou que foi feito um trabalho silencioso e eficaz para resolver o problema das contratações de parentes na casa legislativa. "O mais fácil já foi feito e até havia fatos que não eram tão fáceis. Nós nos socorremos da informática e descobrimos outros casos. Foi feito um trabalho silencioso e eficaz", disse.

Arlindo Chinaglia informou que a Câmara está aberta ao Ministério Público Federal (MPF) para fazer levantamentos e fiscalização sobre a prática do nepotismo. Na semana passada, o MPF abriu inquérito para investigar a contratação de parentes na Câmara, no Senado e no Executivo.

"No momento em que o Ministério Público quiser fazer o trabalho, vamos disponibilizar banco de dados, tudo o que já fizemos e se o MP entender que outras medidas devem ser feitas, nós auxiliaremos aqui, não procuramos nenhum caminho alternativo, nós ao contrário, aplaudimos. Tomamos as medidas de início. Estamos com a tranqüilidade de quem quer resolver esse caso", disse Chinaglia.

Tocantinenses

Entre as exonerações, oito foram feitas pelo deputado Osvaldo Reis (PMDB). Eduardo Gomes (PSDB), João Oliveira (DEM) e Laurez Moreira (PSB) fizeram duas demissões cada. Já Vicentinho Alves (PR) e Lázaro Botelho (PP), fizeram uma cada. Os exonerados exerciam o cargo de secretário parlamentar.

Os deputados Moisés Avelino (PMDB) e Nilmar Ruiz (DEM) não fizeram demissões no período.

 

Da redação com informações Agência Brasil