Campo

Foto: Madson Maranhão

A Seagro - Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Adapec - Agência de Defesa Agropecuária, Faet - Federação da Agricultura do Estado do Tocantins, SFA - Superintendência Federal de Agricultura, SIC - Secretaria da Indústria e Comércio, entre outras entidades reuniram-se na manhã desta quinta, 22, para tratar dos casos de estomatite vesicular diagnosticados em algumas propriedades do Tocantins. O encontro aconteceu no auditório da Seagro.

Na reunião, o secretário de Agricultura, Roberto Sahium, ressaltou a importância e o bom trabalho realizado pela Adapec no monitoramento da sanidade animal, garantindo a qualidade da pecuária tocantinense. “A preocupação do Governo é resolver o assunto com transparência”, explicou. Sahium ainda acrescentou que a fiscalização é importante, pois mantém a credibilidade com os mercados.

Embargo russo

De acordo com o presidente da Adapec, Humberto Camêlo, o embargo comercial da Rússia não provoca grandes prejuízos à economia do Estado. “O Tocantins exporta carne para mais de 130 países e a Rússia só importa 3% do que é produzido no Estado”, disse.

Como resultado da reunião, os presentes propuseram levar o assunto para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para que as demais regiões do Tocantins, que não tiveram casos de estomatite, fiquem livres da restrição e possam vender normalmente para o mercado russo. “É importante que a suspensão de venda aconteça apenas nos municípios onde foram diagnosticados o problema”, reforçou o secretário de Agricultura.

Estomatite

É uma doença infecciosa considerada endêmica nas Américas, ou seja, comum. Os sinais clínicos nos animais são semelhantes aos observados na febre aftosa, como aftas, febre e salivação. O período de incubação vai de 2 a 8 dias, sendo que o curso da doença varia de 2 a 21 dias.

O tratamento constitui, basicamente, no oferecimento de proteção aos animais infectados por meio de acomodações adequadas, água fresca e alimentação apropriada. Não há medicação para o controle da doença viral, mas o proprietário pode fazer tratamento para acelerar a cicatrização das feridas.

Fonte: Secom