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A criação do Estado do Rio São Francisco, no oeste da Bahia e dividindo com o Tocantins, Goiás e Minas Gerais, é inviável para os cofres públicos. A avaliação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que lançou, na quinta, 29, o Boletim Regional e Urbano.

O projeto que propõe a nova unidade federativa tramita no Congresso desde 1998 e tem gerado muita polêmica. De acordo com a proposta, o Estado do Rio São Francisco reuniria 34 municípios do oeste baiano, um grande pólo agropecuário.

A população está estimada em mais de 800 mil habitantes e o Produto Interno Bruto (PIB), em quase R$ 5,5 bilhões, um pouco menor que o do Estado do Tocantins, relativo ao ano de 2006, que alcançou segundo cálculos da Secretaria de Planejamento, em parceria com o IBGE, o montante de R$ 9,6 bilhões.

O PIB é definido pela soma de todos os bens e serviços finais agregados à economia e é dividido em três grandes setores: serviços, indústria e agropecuária. A produção de soja e algodão seria a base da economia do novo Estado.

Pelo projeto, a capital seria a cidade de Barreiras. A justificativa de produtores e empresários da região para criar o Estado é que o governo baiano possui muitas dificuldades em atender os 417 municípios da Bahia, principalmente os do oeste, que estão a mais de mil quilômetros de Salvador.

Segundo o Ipea o grande problema é o custo. O gasto estimado para a criação do novo Estado é de R$ 1,6 bilhão. “O governo mais próximo da população, sendo mais controlado, traria retornos melhores para a população, o que não deixa de ser verdade. O problema é que tem o outro lado: os custos de se fazer isso”, afirma o pesquisador do instituto, Daniel da Mata.

A pesquisa mostra também que as despesas do governo do novo Estado seriam muito elevadas e chegariam a um terço do PIB.

Da redação com informações Canal Rural

Por: Redação

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