Polí­tica

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A entrevista do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) à revista Veja - na qual este acusa boa parte dos integrantes de seu partido "de querer a corrupção" - motivou, ontem, segunda-feira (16), dois pronunciamentos em Plenário e outra entrevista, desta vez coletiva, do próprio senador. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse que "o PMDB não é mais corrupto que PT nem PSDB". De acordo com o representante gaúcho, não há escândalo maior que a privatização da Companhia Vale do Rio Doce (hoje apenas Vale) e a compra de votos para a reeleição, ambas ocorridas no governo de Fernando Henrique Cardoso. E, para Simon, "não há ninguém mais parecido com o PSDB no governo que o PT".

O representante gaúcho, no entanto, ressalvou a história do partido, principalmente sua luta na defesa de direitos humanos e de justiça social. " O MDB não é só essa gente que está no comando", afirmou Simon, justificando sua permanência no partido por ser um de seus criadores.

Já o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) cobrou, também em Plenário, explicações do senador Jarbas Vasconcelos sobre a entrevista. Disse ter enviado ao gabinete de Jarbas uma carta na qual pede que este esclareça se suas críticas o atingem de alguma maneira. Acrescentou ser necessário que Jarbas diga publicamente se tem conhecimento de fatos ou possui provas contra ele.

Para Mesquita Júnior, todos os partidos do país têm os mesmos problemas apontados por Jarbas no PMDB. O representante acreano afirmou ser necessária "uma profundíssima reforma de procedimentos, de comportamento e de atitudes" no sistema político do país.

Em entrevista coletiva, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) reiterou todas as críticas feitas a seu partido. Ele disse não acreditar em sua expulsão do PMDB e descartou deixar o partido. O senador disse que tinha de ser genérico em suas declarações, uma vez que os nomes dos corruptos seriam muitos e que não veio para o Senado para ser um auditor.

Jarbas lamentou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua opinião, seja conivente com diversos tipos de irregularidades. Para o senador, trata-se de um fato lastimável, uma vez que seu partido, o PT, era contra tudo isso. "Eles não inventaram a corrupção, mas ela tem sido uma marca desse governo", afirmou.

A Comissão Executiva Nacional do PMDB divulgou uma nota sobre a entrevista do senador, à qual chama de "desabafo" e diz que não dará maior atenção face à generalidade das alegações feitas pelo senador por Pernambuco.

Fonte: Agência Senado

 

 

Por: Redação

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