Esporte

A atual administração da Federação de Judô do Estado do Tocantins (Fejet), presidida pelo professor Hebert Giacomini é acusada de trazer insegurança para os praticantes de judô do Estado e de não prestar contas há mais de 3 anos, não informando quanto tem arrecadado com anuidades e taxas de atletas e associações, nem onde gastou este dinheiro.

Giacomini teria dito, segundo o judoca Daniel Iglesias, que “o judô no Tocantins ainda é muito pequeno, ainda arrecada muito pouco e isso ( prestar conta) é desnecessário”.

Na próxima segunda-feira, dia 31 de agosto, em Palmas, haverá uma Assembleia Extraordinária para deliberar sobre a destituição do presidente e seu conselho fiscal das funções junto a Fejet. A assembleia será realizada no escritório de Daniel Iglesias e foi convocada pelas associações de judô da Ulbra, Medicão, Associação Guerra, Blindado e Colégio Dom Bosco.

Segundo Daniel Iglesias, o atual presidente da Fejet, diante da decisão das associações, prometeu prestar contas no domingo, 1 dia antes da assembleia convocada, visando evitar sua retirada do cargo e a posse de um novo grupo para comandar a federação. Daniel Iglesias informou ao Conexão Tocantins que todo processo já está montado para pedir o afastamento do presidente, que deveria ter prestado conta todo primeiro trimestre de cada ano, sobre o ano anterior.

Federação

O presidente Hebert Giacomini informou ao Conexão Tocantins que só iria se pronunciar sobre as acusações e sobre a convocação da assembleia, depois da mesma realizada. Segundo ele, a federação está perfeitamente regular e a oposição está fazendo um jogo.

Hebert disse, que ainda não sentou com o departamento jurídico da federação para avaliar a situação. Segundo ele as atenções estão voltadas para a organização da competição que a federação realiza no domingo das oito às 15 horas, e que deve reunir em torno de 200 atletas de 10 associações em Palmas, capital do Tocantins.

Sobre a acusação de que as contas não são prestadas, o presidente da federação informou que 2009 foi o ano que mais se arrecadou com taxas e anuidades, mas, mesmo assim, não ultrapassou o valor de R$ 3.600,00.

O presidente da federação ainda informou que os custos de manutenção do escritório da federação, situado na Avenida JK são pagos com recurso proveniente de um convênio com a Confederação Brasileira de Judô que aportou recursos da EDP Portugal para compra de materiais e montagem de escritório, pagamento de água, luz, telefone e internet.

Ainda segundo o presidente da federação este ano a entidade vai receber 140 tatames padrão oficial no valor de R$ 20 mil e que ficarão à disposição das associações para competições.

(Umberto Salvador Coelho)