Polí­tica

O deputado federal Osvaldo Reis, presidente do diretório regional do PMDB, tem sido um dos entusiastas da Ferrovia Norte-Sul, por acreditar que o Tocantins, sobretudo a região do Bico do Papagaio, vai passar por uma grande transformação econômico-social depois que a obra estiver concluída. Reis lembra que fez parte direta e ostensivamente pela viabilização da ferrovia, mas com a condição de que a ponte ferroviária fizesse parte do projeto também.

Hoje, o parlamentar peemedebista comemora o avanço das obras da ponte ferroviária e da Usina Hidrelétrica de Estreito - UHE Estreito ao recordar que a luta pela construção da Ferrovia Norte-Sul no Tocantins foi tema do seu primeiro discurso no grande expediente, “quando entrei na Câmara dos Deputados em 1991”. Segundo ele, o pronunciamento teve grande repercussão porque na época a obra ainda era vista como um grande mal para o país por causa da denúncia da Folha de S. Paulo. “Hoje vemos que não era nada disso. É uma ferrovia fundamental para o desenvolvimento do interior do Brasil”, sustenta.

Reis lembra que, em 1997, quando foi relator de uma das subcomissões do Orçamento e a bancada do Tocantins estava se movimentando para incluir uma Emenda Regional para a construção da Ferrovia Norte-Sul. Naquela ocasião – lembra o parlamentar presidente do diretório regional do PMDB – alguns deputados o procuraram no final da tarde para assinar a Emenda.

“Só que decidi não fazer isso porque o pedido não incluía a ponte ferroviária sobre o rio Tocantins, no município de Estreito. Faltavam 20 minutos para encerrar o prazo de entrega das Emendas e os outros parlamentares do Tocantins, desesperados, insistiam para eu assinar. Como bati o pé que devíamos incluir a ponte, eles concordaram e finalmente assinei a Emenda. No ano seguinte, o governo Federal destinou R$ 168 milhões para a ponte ferroviária. Isso representou a inclusão do Tocantins no projeto de construção da Ferrovia Norte-Sul. Sem a ponte, essa obra jamais chegaria ao nosso Estado”, explica Osvaldo Reis.

O deputado faz questão de destacar a importância do governo Lula nessa obra. No seu entendimento, durante o governo do presidente Fernando Henrique, Tocantins recebeu pouco mais de 7 Km de trilhos. “Nos próximos meses, vamos inaugurar mais de 500 Km de ferrovia. Isso prova que um trabalho político feito há mais de dez anos significa muito para a população hoje do Tocantins”, observa o peemedebista.

Ferrovia Norte-Sul

O volume de carga transportado pelos trilhos da Ferrovia Norte-Sul tem alcançado, anualmente, um aumento expressivo, atingindo o patamar de 4,9 milhões de toneladas desde o início da operação comercial. O escoamento da produção pela ferrovia representa para o produtor local uma redução no custo do frete calculada em torno de 30% em relação ao praticado pelo modal rodoviário.

Em maio de 2007, o Presidente Lula inaugurou o trecho Aguiarnópolis-Araguaina, no Tocantins, com 146 km de extensão. Em dezembro de 2008, Lula inaugurou mais 94 km da Norte-Sul, relativos ao trecho entre Araquaina e Colinas do Tocantins. Os 132 da Ferrovia, entre Colinas e Guarai estão praticamente prontos, estando este trecho com inauguração prevista para o início do segundo trimestre de 2009.

Para o trecho de 150 km entre Guaraí e o pátio de Palmas/Porto Nacional, a previsão de conclusão das obras é dezembro de 2009. E, para os 350 km que separam este pátio da divisa dos Estados de Goiás e do Tocantins, assim como os 220 até Uruaçu, a previsão da conclusão das obras é para meados de 2010.

Já o trecho de 280 km entre Uruaçu e Anápolis, cujas obras estão mais adiantadas, a conclusão das obras deverá ocorrer no final de 2009. O custo final deste último trecho está estimado em R$ 900 milhões, sendo que sua construção obedecerá aos padrões mais modernos do sistema ferroviário, com o assentamento de dormentes de concreto, para o emprego de bitola mista.

Com a construção da FNS em Goiás, o Governo Federal espera proporcionar aos goianos os mesmo benefícios sócio-econômicos que vem sendo gerados no Maranhão e no Tocantins, tais como a geração de cerca de 7.500 empregos diretos e a promoção do desenvolvimento sustentável na região, além da melhoria da qualidade de vida das populações locais.

Por: Gilson Cavalcante

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