Campo

Foto: Iranilde Gonçalves

A extração de óleos vegetais é uma atividade que vem transformando a realidade das famílias de agricultores, principalmente na região de Caseara, a 256 km da capital. Mais de 80 agricultoras da região resolveram se unir para fortalecer a atividade tanto na área de produção quanto na de comercialização. O grupo tornou-se modelo para outras agricultoras que já trabalham ou têm afinidade com a extração.

Para incentivar essa alternativa de desenvolvimento sustentável o governo do Estado por meio do Ruraltins – Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins – realiza nesta quinta-feira, 10, um intercâmbio com 40 agricultoras da Regional de Araguaína, a 368 km, que seguem para Caseara com o objetivo de conhecer os resultados obtidos pelas mulheres extrativistas daquele município. Esta ação faz parte das atividades realizadas por meio do convênio entre Ruraltins e Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

O intercâmbio acontecerá no Projeto de Assentamento União II, a 34 km de Caseara, na propriedade dos assentados Milton Barbosa Sousa e Maria Regina de Lima Sousa. As agriculturas farão uma visita ao centro de recepção do Cantão e em seguida irão para o assentamento onde trocam experiências e participam de aulas práticas. Todas as agricultoras que participarão do intercâmbio já têm experiência com extração de óleos.

Segundo a Chefe da Unidade Local de Execução de Serviços do Ruraltins, em Caseara, Francisca Helena Roseno Martins, a extração de óleo é uma atividade viável ao agricultor familiar, pois, aproveita 30% das sementes dos frutos do cerrado, com baixo custo na produção. “O extrativismo contribui com 30% da renda familiar podendo eles investir em eletrodomésticos, roupas além de contribuir com uma alimentação mais farta”.

Os óleos extraídos são utilizados na alimentação e alguns têm função terapêutica. As mulheres extraem os óleos para o consumo e para o comércio garantindo uma renda extra para as famílias e ainda diminuindo as despesas em casa.

As principais fontes de extração são o babaçu, o tucum, a macaúba, o gergelim, o buruti, o pequi e outros, aproveitando o fruto de cada época e região.

Ainda, junto com essa atividade, há um trabalho de educação ambiental, pois, 70% das sementes colhidas serão para reflorestar as áreas degradadas ou para o plantio na mesma área. “Precisamos incentivar atividades que além de fortalecer a economia dos agricultores ainda contribuem com o meio ambiente, gerando bem estar para ambas as partes”, comenta o presidente do Ruraltins, José Elias Júnior.

Fonte: Assessoria de Imprensa Ruraltins