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Foto: Dornil Sobrinho

Sob os olhares atentos de crianças e adolescente em um espaço recoberto por poemas, gravuras e desenhos os alunos e população em geral estão podendo conhecer um pouco mais sobre a vida e obra de José de Alencar. A 1º Mostra Literária de Porto Nacional, que tem como tema a obra de um dos maiores autores da literatura Brasileira, José de Alencar, está acontecendo desde o dia 09 deste mês na biblioteca municipal.

Nesta quarta (14/Abril) a mostra recebeu a visita de 3 escolas durante a manhã, e os alunos puderam participar das oficinas de origami, oficina de Cordel, além assistirem a filmes educativos e ouvirem o reconto de algumas das principais obras do autor homenageado, Jose de Alencar. “Estou achando muito legal, a mostra me despertou para a leitura das obras de José de Alencar. Pretendo voltar na biblioteca para pegar livros para ler”, afirma a estudante do 1º ano do Centro de Ensino Médio Florêncio Aires, Luana Miranda.

A programação do evento é bem vasta com muita música, palestras, oficinas, apresentações de documentários e filmes educativos, pesquisa na internet, visita de stands, happy hour, apresentações culturais, mesa redonda com temas diversos, entre outras atrações.

Para a Maria de Fátima Oliveira, coordenadora da biblioteca municipal, o objetivo da mostra é instigar o aluno para o hábito da leitura. “As pessoas deve se atentar mais para a leitura de livros, sair um pouco da internet. Aqui a leitura é o foco, não só para os alunos mais também para professores e comunidade em geral”, explica.

A condutora do reconto da obra “O Sertanejo”, Marilene Ribeiro Quintanilha garante que os alunos estão bem participativos. “O tempo estimulado para o recanto da obra é de cinco minutos e às vezes ficamos até dez minutos, porque eles querem saber mais e fazem muitas perguntas”, garante.

José de Alencar; vida e obra

José de Alencar nasceu no Ceará, em 1º de maio de 1829. Era filho de José Martiniano de Alencar, padre que mais tarde seria eleito senador, e que abandonaria a carreira sacerdotal para unir-se a sua prima Ana Josefina de Alencar. A família de Alencar mudou-se para o Rio de Janeiro, então capital do Império, quando o escritor era ainda criança; na década de 1840, o escritor se mudaria para São Paulo, onde seria aluno da Faculdade de Direito. Mais tarde, ele se destacaria também no cenário político.O primeiro romance de Alencar, “Cinco minutos”, foi lançado em 1856, sob a forma de folhetim; no ano seguinte, também como folhetim, publicou “A viuvinha”.

O romance que o fez notório, todavia, foi “O Guarani” (1857): com ele, José de Alencar criou uma verdadeira mitologia nacional em moldes europeus: seu herói, o índio Peri, destaca-se por sua moralidade e suas atitudes cavalheirescas. Outros dois romances completariam a chamada “trilogia indigenista”: “Iracema” (1865), cuja personagem principal caracterizava-se por ser a “virgem dos lábios de mel”, e “Ubirajara” (1874), que narra a formação de um valoroso guerreiro indígena.

A obra de Alencar, no entanto, é muito diversificada, e nela existem romances das mais diferentes tendências: há livros regionalistas, como “O Gaúcho, (1870) e “O Sertanejo” (1875); urbanos, como “Lucíola” (1862), “Senhora” (1875) e “Encarnação”, publicado postumamente (1893); e históricos, como “As minas de prata” (1º vol., 1865; 2º vol., 1866) e “A Guerra dos Mascates” (1873). Também escreveu crônicas e peças de teatro. A obra de Alencar destaca-se por sua qualidade técnica, suas inovações no uso da língua portuguesa e seu nacionalismo. Ele foi um dos principais responsáveis por criar uma literatura autenticamente brasileira, repleta de símbolos e valores autenticamente nacionais, seguindo os princípios do Romantismo.José de Alencar faleceu no Rio de Janeiro, tuberculoso, em 12 de dezembro de 1877. Machado de Assis, que fôra seu amigo, escolheu-o como patrono da Cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras.

Fonte: Ascom Prefeitura de Porto Nacional