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O deputado federal e presidente do PMDB, Osvaldo Reis (PMDB) e, entrevista exclusiva ao Conexão Tocantins no fim da tarde desta quarta, 26, disse que está se sentindo “ofendido e machucado “ no PMDB. O deputado diz que o partido vive uma guerra interna e está sem comando. “O barco não tem bússula”, afirmou.

Reis conta detalhes do que ele chama de “desmandos” no partido. O primeiro ponto que ele nega é sua desistência para o Senado. “Eu nunca declarei que não era candidato, não tirei minha pré-candidatura em momento algum”, frisou. O deputado nega que tenha feito um acordo com o governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) para retirar seu nome da disputa. “Para deputado federal ele tem que apoiar se achar interessante”, coloca.

“Em nenhum momento eu disse isso”, frisou. Segundo Reis, o governador não fechou apoio à sua reeleição, conforme foi divulgado. “Eu respeito o governador, tenho o maior apreço por ele, mas isso não aconteceu”, disse. O parlamentar coloca que vai levar seu nome para a Convenção para que os convencionais escolham.

O deputado conta que alguns deputados estaduais do partido estão invadindo as bases eleitorais dele, principalmente na região do Bico do papagaio onde ele é majoritário em quase todos os municípios. “Isso é tirar roupa de um para vestir outro, isso é antiético”, frisou.

Perdendo Companheiros

O deputado explica detalhadamente como o PMDB perdeu a oportunidade de coligar com o PR e ainda o PT. Reis lembra que a forma como Gaguim declarou apoio para a pré-candidatura do senador Ribeiro. “ Eu não queria apoiar daquela forma”, disse negando que foi contra o apoio do PMDB para Ribeiro na cabeça de chapa.

Reis mencionou ainda que o apoio do governador Carlos Gaguim para o nome do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT) no mês de março foi um “erro” e disse que era necessário que o partido assinasse Carta de Intenção com os partidos aliados para garantir a aliança.“Já perdemos partidos por questões de articulação política, perdemos o PR, o Democratas, o PT e alguns companheiros do partido”, frisou.

Efeito Avelino

O deputado menciona ainda que o partido não pode negar legenda para o deputado federal Moisés Avelino que já declarou apoio para o pré-candidato Siqueira Campos (PSDB). “Ele é um bom nome e precisa ser respeitado”, frisou. Reis conta ainda que se Avelino não ter legenda o partido pode ter reduzido o número de federais eleitos em outubro.

Correligionários de hoje

O deputado começou a entrevista falando da abertura do PMDB para receber o PP, presidido no Estado pelo deputado federal Lázaro Botelho. “Adversário de hoje, correlegionário de manhã sempre tenho dito isso”, frisou. No entanto ele afirmou que não está por dentro das articulações para tentar trazer a legenda para a base do governo.

Confira parte do áudio do deputado federal Osvaldo Reis ao Conexão do Tocantins