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Foto: Marcio Di Pietro

O Tocantins mostra, mais uma vez, o potencial de desenvolvimento no setor de agronegócio, principalmente na comercialização da carne bovina desossada. No primeiro trimestre de 2010 o volume de exportações atingiu a marca de 667% de crescimento de janeiro a abril. Em 2009, as exportações foram de 71 mil toneladas, em 2010 alcançou 426,2 mil toneladas, em relação ao mesmo período do ano passado. As informações foram repassadas pela Secex – Secretaria de Comércio Exterior.

Nos três primeiros meses de 2010, segundo a Adapec – Agência de Defesa Agropecuária, o número de animais abatidos foi de 255.834 cabeças. Atualmente o Tocantins conta com um rebanho de 7.576.824 cabeças de gado. Em 2009 foram abatidos 777.971 bovinos com o SIF – Selo de Inspeção Federal.

Os números da Secex apontam que o agronegócio é responsável por 99,91% desta comercialização. “Esses dados são resultados das políticas públicas pautadas do governo do Estado pelo Programa Tocantins Rural 2007/2010. O Programa apóia o homem do campo com ações de valorização e com aparelhamento para planejar, normatizar e gerir as atividades agropecuárias, apoiando a agricultura familiar e a empresarial. “Esse é o setor produtivo que propulsiona a economia tocantinense. “ Acreditamos que é no campo que está a riqueza do país”, expressou o secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Sahium.

O volume de negócios nos dois primeiros meses do ano chegou a cerca de US$ 15 milhões, já em 2009, no mesmo período, foi de aproximadamente US$ 5 milhões. As exportações no período subiram para a maioria dos blocos econômicos e regiões com destaque para Europa Oriental (76,3%), Oriente Médio (40,1%) e Ásia (32,8%). Os resultados positivos também foram registrados considerando a análise por país. As vendas externas para Rússia (86,7%), Índia (153,5%), Irã (185%), Tailândia (375,6%), Marrocos (81,5%) e China (37,4%) são as mais expressivas.

Para a diretora de Produção Animal da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seagro), Érika Jardim, diante da perspectiva de atingir novos mercados, os pecuaristas deverão incrementar suas atividades através de inovações tecnológicas que permitam a obtenção de melhor renda em menor tempo e com menos gastos, principalmente com respeito ao meio ambiente, ao bem estar animal e ao trabalhador rural.

Fonte: Secom