Meio Ambiente

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Representantes dos Povos Indígenas dos Estados de Goiás e Tocantins estarão reunidos nos dias 05, 06 e 07 de agosto, em Palmas-TO, para avaliar e encaminhar as proposições da I Assembléia dos Povos Indigenas de Goiás e Tocantins, realizada em maio último, na Universidade Federal do Tocantins, em Palmas.

De acordo com a Coordenadora do Conselho Indigenista Missionário no Tocantins, (Cimi GO/TO), Laudovina Pereira, na quinta-feira, 05, primeiro dia de avaliação, será realizada uma reunião interna entre os representantes, das etnias de Goiás e Tocantins. Já na sexta-feira, 06, os indígenas participam de Audiência Pública no Ministério Público Federal.

Participam da Audiência cerca de 60 representantes dos de povos de Goiás e Tocantins, Krahô, Krahô Canela, Apinajé, Xerente, Karajá de Xambioá e da Iha do Bananal, Karajá de Aruanã e Tapuia, e insitutições públicas e privadas ligadas à causa indígena, como a Fundação Nacional do Indio (Funai), Secretaria Estadual da Educação, Fudação Nacional de Saúde (Funasa), Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (Dertins), e Rede Celtins.

Ainda segundo Laudovina uma das principais questões a ser debatida na Audiência diz respeito a assintência à saúde, uma vez que os indígenas enfrentam condições precárias de atendimento nesta área.

Assembleia

Realizada entre os dias 24 e 27 de maio, no Campus de Palmas da Univerdidade Federal do Tocantins (UFT), a I Assembléia dos Povos Indígenas de Goiás e Tocantins reuniu cerca de 350 indios, na discussão de soluções par os problemas comuns enfrentados pelos povos indígenas, e no intercâmbio de culturas. Entre os principais assuntos discutidos, estão os impactos enfrentados nas Aldeias em razão de empreendimentos econômicos, as questões da saúde e da educação indígena, e o desenvolvimento sustentável.

Relatório

O Cimi lança nesta quinta-feira, 05, às 19h, no auditório do Ministério Público Federal, o Relatório da violência contra os Povos Indígenas no Brasil. O documento é referente ao ano de 2009, quando foram registrados 60 casos de assassinatos entre os indígenas do País.

De acordo com informações do Cimi, o Relatório aborda a violência praticada contra a pessoa, como assassinatos, ameaças e atos de racismo, e contra o patrimônio indígena, como os conflitos territoriais e os danos ambientais. A publicação também apresenta as violências decorrentes da omissão do poder público, como os suicídios e a desassistência à saúde. O capítulo final traz informações sobre violências contra os povos indígenas isolados ou de pouco contato.

Segundo a coordenadora do Cimi em Goiás e Tocantins, Laudovina Pereira, apesar de não haver conflitos de terras na região, uma vez que as terras indígenas já estão demarcadas, os grupos indígenas enfrentam um tipo de violência mais sútil e contínua, como os impactos causados por empreendimentos econômicos que provocam danos em longo prazo.

Já a coordenadora estatutária do Cimi, Sara Sanchez, ressalta que o relatório prioriza os dados da violência nas aldeias onde há missionários, além de relatos divulgados pela imprensa.

Fonte: Assessoria de Imprensa/ Cimi