Polí­tica

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Em seu discurso no plenário da Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira, 10, o deputado Stálin Bucar (PR), voltou a denunciar compra de votos nas eleições deste ano.

O deputado, que na semana passada havia afirmado na tribuna que estava aguardando o levantamento de provas para apresentar denúncias da prática à polícia federal, afirmou que já tem gravações e testemunhas para levar às autoridades.

Bucar afirmou que sempre que tiver evidências de compra de votos, vai apresentar ao público. “Nós iremos denunciar constantemente à imprensa e nesta Casa, nas sessões que tivermos aqui”,completou, alfinetando a Justiça Eleitoral, “Quero ver se o Ministério Público está comprometido coma igualdade no processo eleitoral”.

Eli e Queiroz

Em resposta a Stálin Bucar, o deputado Eli Borges (PMDB) afirmou que está preocupado com os rumos que a campanha eleitoral está tomando neste ano. De acordo com o deputado, “é vergonhoso o nível que a campanha está assumindo”, pelas denúncias precoces de compra de votos e apoios de lideranças políticas locais.

Sem citar a região, Borges afirmou que recebeu de um grupo de vereadores o pedido de R$ 15 mil para que eles o apoiassem nas eleições deste ano. “Depois eu soube que teve outro candidato que foi lá e resolveu o problema”, completou.

O deputado, que é candidato à reeleição pela coligação “Força do Povo” afirmou que tais práticas são por “Desespero para conseguir eleição”. De acordo com o parlamentar, “a coisa está tão grave que eu não sei se dou conta de outra eleição”.

Se mostrando solidário a Bucar, Eli Borges afirmou que a sociedade precisa de políticos de princípios. “Se eu não fosse candidato, votaria no senhor”, brincou.

O deputado Manoel Queiroz (PPS) também se pronunciou sobre as acusações de compras de voto feitas por Stálin Bucar. O deputado afirmou que desde a campanha de 2006, não se estruturou financeiramente para a eleição deste ano.

O deputado afirmou que o aumento do repasse de verbas destinadas para emendas parlamentares causou grande confusão entre os prefeitos do interior do Estado. “A população achou que teríamos R$ 2,5 milhões”, completou.

Queiroz ressaltou ainda que ao saber deste aumento, prefeitos e líderes passaram a cobrar parte do dinheiro para fecharem alianças para as eleições. De acordo com o deputado, são, inclusive, prefeitos de sua base que tem tentado “renegociar” suas alianças eleitorais. “Tem liderança pedindo R$ 20 mil, R mil para me apoiar. A campanha eleitoral está muito complicada”, informou.