Geral

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Durante o período eleitoral pelo qual o Brasil passa até, no mínimo dia 3 de outubro (data do primeiro turno das eleições de 2010), candidatos aos mais diversos cargos transmitem à população suas propostas e projetos de atuação nas mais diversas áreas que considerem carentes no País e em seus Estados.

Um documento importante disponível a todos no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pode facilitar o mapeamento das necessidades locais de cada Estado ou região. No documento denominado Índice de Desenvolvimento Sustentável (IDS), o IBGE traça um mapa detalhado do Brasil dividido em grandes regiões com seus respectivos Estados.

Ao todo, são 443 páginas de dados sobre questões agrícolas/ambientais, socioeconômicas e institucionais que descrevem um Brasil com grandes diferenças em suas realidades e necessidades.

Neste texto vamos demonstrar o Tocantins inserido neste contexto através de alguns dos indicadores propostos pelo IDS. São apenas alguns dados que contextualizam o Estado mais novo da federação e podem auxiliar no traçado de metas para o futuro do Tocantins, nas áreas de educação, saúde, segurança pública, entre outros.

Rendimento mensal e distribuição de renda

Segundo o IBGE, o tocantinense tem um rendimento médio mensal de R$ 818,00, sendo que os homens ainda possuem renda superior à das mulheres. De acordo com a tabela do IDS, o homem do Tocantins recebe, em média,R$ 935,00 enquanto a mulher recebeR$ 680,00 mensais.

No quesito cor de pele, o Tocantins infelizmente ainda apresenta grande diferença entre negros e brancos. Um indivíduo considerado de cor preta ou parda, no Estado, recebe em média R$ 710,00 por mês, enquanto os de cor branca ganhamR$ 1.183,00 mensais.

Não é apenas o rendimento médio individual que conta. É necessário saber como é feita a distribuição da renda entre a população. De acordo com dados do IDS, o índice que mede a distribuição de renda entre a população é conhecido como Gini (nome em homenagem ao estatístico Corrado Gini, que o criou). Segundo os cálculos do índice, é medida uma variável entre 0 (zero) e 1 (um). Zero representando a igualdade perfeita na distribuição e 1 sendo a desigualdade máxima.

No Tocantins, de acordo com o senso de 2008, esta variável está um pouco acima da metade do índice. O Estado conta com o valor de 0,540, pouco acima do que o 0,531 da média nacional de distribuição de renda.

Expectativa de vida e taxas de mortalidade

O Tocantins, de acordo com dados do Índice de Desenvolvimento Sustentável do IBGE, ocupa uma colocação mediana no que diz respeito à expectativa de vida da sua população. Segundo o IDS, um cidadão tocantinense vive, em média, 71,6 anos, ou seja, pouco abaixo da média nacional que é de 73 anos de idade. Para fazer um comparativo, o Estado com o índice mais baixo de expectativa de vida é o Maranhão com 68 anos. Já na ponta superior da expectativa, está o Distrito Federal com uma média de 75,6 anos por habitante.

Alguns fatores como a mortalidade infantil podem influenciar no resultado final desta conta. A desnutrição e mortalidade infantil são algumas. Segundo o IDS, no Brasil, de cada 100 mil nascimentos, são registradas uma média de 23,3 mortes. No Tocantins, este resultado é um pouco maior, sendo registrados 26,4 óbitos a cada 100 mil nascimentos.

Outro fator que contribui para o resultado final na expectativa de vida do tocantinense são as taxas de mortalidade dos indivíduos adultos. O IBGE traçou um mapa das mortes por homicídio e transporte.

No Tocantins, num cenário de 100 mil habitantes, cerca de 16,5 pessoas são assassinadas. Número preocupante, se comparado ao Estado de São Paulo, por exemplo, onde, entre os mesmos 100 mil habitantes, uma média de 15,4 pessoas morre por esta causa.

Outro cenário alarmante no Estado é o número de óbitos por acidentes de trânsito. Segundo os dados do IDS, o Tocantins ocupa a segunda colocação em número de mortes nas ruas e estradas. A cada 100 mil habitantes, o Tocantins registra uma média de 32,2 mortes por acidente com veículos de transporte, ficando atrás somente de Roraima, com uma média de 33,7. Para efeito de comparação, o Estado de São Paulo, que possui a maior frota veicular do Brasil, tem uma média de “apenas” 18,8 mortes a cada 100 mil habitantes.

Escolaridade

Esta taxa representa a proporção da população infanto-juvenil (entre 5 e 24 anos) que frequenta as escolas. No Tocantins, 81,1% das crianças e jovens ocupam as carteiras em salas de aula. O índice é o terceiro maior da região Norte, ficando atrás somente de Roraima (90,6%) e Amazonas (84,4%).
Dentro da faixa etária que deveria estar no ensino fundamental (de 7 a 14 anos), o Tocantins possui uma boa média, com 98,3% de crianças matriculadas em alguma escola.

Saúde

No quesito saúde, o IBGE traçou um dado interessante sobre a oferta de serviços de saúde para a população.

De acordo como IDS, em 2008, o Estado possuía um total de 608 estabelecimentos de saúde registrados, sendo uma média de 0,49 para cada 100 mil habitantes. Quando se trata de leitos oferecidos, o Tocantins possui um total de 2.772, sendo uma média geral de 2,2 leitos para cada 100 mil habitantes.

O Índice de Desenvolvimento Sustentável do IBGE ainda traz muitos outros dados que podem esclarecer não apenas candidatos, mas também a população em geral acerca do rosto deste país de dimensões continentais chamado Brasil. Basta acessar: http://www.ibge.com.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/ids2010.pdf