Polí­tica

Foto: Kleiber Arantes

Em seu discurso na reunião da coligação Força do Povo, o governador e candidato a reeleição, Carlos Gaguim (PMDB), destacou a atipicidade das eleições deste ano. Citando o caso do governador do Amapá, preso pela Polícia Federal na semana passada, o governador afirmou que “nessas eleições, vão ser cassados mesmo, aqueles que tentarem o tapetão e usarem o dinheiro”.

Gaguim destacou que até o momento já conseguiu cumprir quase todos seus compromissos com seus aliados e municípios. “E tem governador que ainda não cumpriu nem 10% do que comprometeram”, completou.

O governador afirmou ainda que pretende firmar compromissos também com os candidatos que não conseguirem se elegerem na campanha deste ano. “Tenho compromisso com meus companheiros. Não foi eleito, vai ser candidato a prefeito”, completou

Gaguim garantiu ainda que, caso eleito, não abandonará aqueles que não conseguirem mandato à Câmara Federal ou Assembleia Legislativa. O candidato peemedebista garantiu para seus candidatos aquelas vagas que puderem ser preenchidas por indicações e cobrou seriedade de seus companheiros no final da campanha. “Eu não brinco com política, nunca brinquei”, falou em tom sério.

O governador ainda completou afirmando que pretende contar com os votos conseguidos pelos proporcionais. Mais uma vez, o governador pediu unidade para seus candidatos proporcionais. “eu preciso do poder de transferência de voto de vocês”.

Cassação de Marcelo

O ex-governador Marcelo Miranda, cassado no ano de 2009, terá sua candidatura julgada a qualquer momento pelo Tribunal Superior eleitoral. De acordo com o governador Gaguim, o risco da andidatura de Marcelo ser negada é muito grande. “Se ele for cassado, nós vamos recorrer ao Supremo (Tribunal Federal)”, completou.

No entanto, Gaguim se mostrou pessimista quanto ao julgamento do ex-governador. “Eu tenho que ser realista. No TSE nós vamos perder. Mas no Supremo nós ganhamos”, completou.

Debate com Siqueira

O governador informou ainda que pretende partir para os debates diretos com o ex-governador Siqueira Campos. Contudo o candidato tucano não tem comparecido aos enfrentamentos diretos propostos pela mídia e entidades. “Eu quero ir para o debate com o ex-governador, mas só na semana passada, ele deixou de ir a dois compromissos”, completou.

Organização Operacional

Durante seu discurso, Gaguim afirmou que seus candidatos ao Senado, Paulo Mourão e Marcelo Miranda, pretendem formar uma Organização Operacional para o final da campanha eleitoral. Segundo o governador, esta organização seria para levantar custos e financiamentos para os eventos eleitorais nesta reta final de eleição. “Fazer uma reunião tem um custo, uma carreata, um comício”, completou.

Após a reunião Gaguim comentou a situação de seus candidatos ao apoiarem a candidatura de João Ribeiro (PR) ao senado.

O governador afirmou que esta situação já está definida e que todos seus candidatos são livres para apoiarem quem acharem melhor na majoritária. “Eu vou respeitar a decisão de cada candidato, de cada parlamentar”, completou.

No entanto, Gaguim foi enfático ao informar que não permitirá que candidatos de sua base aliada usem seu palanque para pedir votos para os candidatos da oposição. “Não vão subir no palanque para pedir voto para outro candidato. Onde o governador estiver, é Paulo Mourão e Marcelo Miranda”, afirmou.

Um caso que ficou marcado sobre o assunto, envolveu o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), que aproveitou comício da majoritária governista no setor Taquari para pedir votos para o senador João Ribeiro.

Adesões governistas

O governador afirmou que ainda espera mais adesões importantes para a sua campanha ainda nesta semana. De acordo com Gaguim, serão prefeitos e vice-prefeitos siqueiristas que devem se juntar a ele nesta reta final das eleições.

O peemedebista afirmou ainda que já para esta semana, pretende ampliar o foco de sua campanha para a região sudeste do Tocantins. “Nós vamos atacar o sudeste. É concentrar e acelerar”, informou.