Palmas

Foto: Loureno Bonifácio

O Movimento Pró-anexação do distrito Luzimangues a Palmas completa nesta quinta-feira, 30, dois meses de atuação em prol desta bandeira. Atualmente, a localidade, embora próxima à capital, faz parte do município de Porto Nacional.

Uma equipe formada por nove pessoas se revezou durante este período na entrada do local mobilizando para um abaixo-assinado a favor da causa. Ao todo foram coletadas, 3.740 assinaturas em prol da integração de Luzimanges à capital.

Paralelo à essa ação, a mobilização aconteceu também via internet através do site www.arlindoalmeida.com.br que teve neste período 33.535 mil acessos. O site que tem como responsável Arlindo Almeida, ex-deputado estadual constituinte do Tocantins e candidato a deputado estadual no pleito de outubro pelo Partido dos Trabalhadores.

Na página do site é possível ver ainda documentos referentes ao surgimento da capital, das áreas abrangentes e a participação da Assembleia Constituinte no episódio. Segundo a documentação, Luzimangues e ainda a área de Canelas, que foi coberta pelo lago da UHE Lajeado, fazem parte do território da capital.

Ainda na documentação disponível no site está anexado o Decreto datado de nove de fevereiro de 1989, publicado no diário oficial do Estado e que coloca a área de Palmas com 1.024 km2, incluindo assim Luzimangues e Canelas.

Almeida é um dos protagonistas nesta luta pela integração de Luzimangues em Palmas e fez compromisso, se eleito, trabalhar em prol dessa bandeira.”Sem força política não tem como conseguir”, frisou em entrevista ao Conexão Tocantins.

Reintegração

O petista foi um dos sete deputados constituintes que participaram da comissão parlamentar que escolheu o local para instalação da capital. “Um dos maiores compromissos que tenho é lutar para que seja respeitada a reintegração de Luzimangues e região à Palmas”, frisou.

O movimento pretende atingir agora os proprietários de lotes no local. Atualmente no Luzimangues são mais de 34 mil lotes vendidos e 70 mil à disposição para venda. A maior dificuldade para a integração, segundo Almeida, é o que ele chamou de “esquecimento conveniente” por parte dos envolvidos na questão.

Os moradores do Distrito aguardam a anexação a Palmas para que assim melhore as condições de vida com asfalto, saneamento básico, saúde e outras questões no local.Atualmente, os moradores precisam recorrer a Porto Nacional para atendimento de saúde e outros assuntos. São, aproximadamente quatro mil moradores.