Geral

O Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate à Homofobia da Prefeitura de Palmas registrou, nos últimos seis meses, um relevante número de atendimentos a idosos, em um total de 11 casos nesse período.

Para a titular da Coordenação da Mulher, Direitos Humanos e Equidades (pasta responsável pelo Centro), Rosimar Mendes, o quantitativo gera preocupação se comparado a população local. “Nós estamos atentos à questão, porque se considerarmos que apenas 10% da população é composta por idosos, este número é relevante”, destacou.

Rosimar Mendes destaca que apesar de os números representarem preocupação também demonstram o funcionamento da rede de atendimento e proteção ao idoso. “A maioria destes atendimentos são provenientes de denuncia do sistema de proteção, especialmente o Conselho Municipal da Pessoa Idosa”, diz.

O Conselho é vinculado à Coordenação da Mulher, Direitos Humanos e Equidades que iniciou em agosto a efetivação da Rede de Atendimento à Pessoa Idosa de Palmas. A proposta da rede é integrar os serviços públicos oferecidos pelo Município, por órgãos estaduais e outras instituições, além de facilitar os atendimentos e priorizar pelos direitos deste segmento.

Este trabalho é analisado por Rosimar Mendes como de suma importância para retirar Palmas da posição negativa no ranking de violência ao idoso, uma vez que a Palmas ocupa o terceiro lugar, entre capitais, em números de violência à pessoa idosa. “Precisamos interligar os serviços e combater este problema que nos destaca negativamente no País”, declara.

O Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate à Homofobia de Palmas é o único do gênero mantida pelo poder público municipal da região norte do País, nele psicólogos, assistentes sociais e advogados atuam, desde o recebimento da denúncia até o encaminhamento na Casa do Idoso.

Idosos

Os brasileiros maiores de 60 anos representam cerca de 19 milhões de pessoas, segundo estudo da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentados em julho. O estudo tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1998, 2003 e 2008. Do total de idosos existentes no País, 3,2 milhões são considerados frágeis, ou seja, segundo a pesquisadora, lhes faltam renda e de autonomia para as necessidades do cotidiano (tomar banho, ir ao banheiro e comer).

Fonte: Ascop com informações do Ipea