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No período de 29 de novembro a 3 de dezembro, todos os tribunais do País estão mobilizados para a realização da Semana Nacional da Conciliação, que tem o intuito de conscientizar as pessoas que, por meio do acordo, é possível obter uma solução mais rápida e econômica para conflitos judiciais, além de ser uma atitude que promove a paz social.

A abertura oficial do evento, em Palmas, aconteceu na manhã desta segunda-feira, dia 29, com a participação do Juiz Adonias Barbosa da Silva, Diretor Substituto do Fórum da Capital; o Juiz Gilson Coelho Valadares, Coordenador Estadual do Movimento pela Conciliação; o Juiz Nelson Coelho Filho, Coordenador da Central de Conciliações de Palmas; a Promotora Wânia de Lima e Silva; e a Defensora Mary de Fátima Ferreira de Paula, Coordenadora do Núcleo de Conciliação da Defensoria Pública do Estado.

Apesar da mobilização nacional, no Tocantins a conciliação é uma prática que há muito tempo faz parte da rotina de trabalho das Comarcas, tanto nos Juizados Especiais como também nas Varas Cíveis e de Família. Em Palmas, quem deseja resolver seus problemas sem ter que esperar meses ou até mesmo anos por uma sentença, pode contar até com uma Central de Conciliações, que funciona desde 2008, no 1º piso do Fórum da Capital. Desde a sua criação, o órgão já realizou mais de duas mil audiências, com mais de mil acordos homologados.

Na solenidade de abertura, o Juiz Nelson Coelho Filho, responsável pela Central de Conciliações de Palmas, disse que essa mentalidade da conciliação deve existir o ano todo. “Assim, a sociedade vai aprendendo a resolver seus problemas sem precisar do Judiciário”, ressaltou. Ele acrescentou que, qualquer interessado em enviar seu processo para tentativa de composição na Central de Conciliações de Palmas poderá entrar em contato pelo telefone (63) 3218-4407 ou preencher o formulário disponibilizado no link do Tribunal de Justiça (www.tjto.jus.br/conciliacao).

Em sua fala, a Promotora Wânia de Lima e Silva opinou que a conciliação é o caminho ideal. “O litígio é muito sofrido para as partes e também para o Promotor e o Juiz. O melhor é conciliar e nós nos sentimos gratificados em ver os problemas das pessoas resolvidos”, opinou.

A Defensora Pública Mary de Fátima Ferreira de Paula disse que a sociedade precisa ter consciência que o acordo não depende do Juiz, do Promotor ou do Defensor e sim das partes. “É um trabalho é árduo e os conciliadores precisam ter paciência e saber ouvir. Muitas vezes não é a indenização o mais importante. A pessoa quer ser valorizada”, destacou.

O Juiz Adonias Barbosa agradeceu o empenho dos advogados nas audiências de conciliação. “Sem eles, não existe acordo”, ressaltou.

Durante toda esta semana, só no Fórum de Palmas está acontecendo cerca de 10 audiências simultâneas. “Nós temos aproximadamente 5 mil audiências marcadas em todo o Estado e esperamos realizar a maioria delas com o máximo possível de acordos”, declarou o Juiz Gilson Coelho Valadares, Coordenador Estadual do Movimento pela Conciliação. Ele acrescentou ainda que o mutirão conta com a ajuda de voluntários, a maioria estudantes do curso de Direito.

Fonte: Assessoria de Imprensa/ TJ