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Foto: Divulgação Principal objetivo do Projeto é acabar com os vazios cartográficos na Região Principal objetivo do Projeto é acabar com os vazios cartográficos na Região

O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) repassou esta semana mais R$ 11,6 milhões para o Projeto da Cartografia da Amazônia. Os recursos foram para dar continuidade ao trabalho do Exército, executor da cartografia terrestre e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que desenvolve a cartografia geológica. Desde 2008, foram repassados R$ 158,8 milhões, representa 45,4% dos R$ 350 milhões destinados ao projeto, para ser executado em 5 anos. A Marinha lançará o edital para a construção de 5 navios, fundamentais para execução do trabalho da cartografia náutica.

O principal objetivo do Projeto é acabar com os vazios cartográficos na Região (na escala 1:100.000), que permitirá ao Brasil conhecer, os 1,8 milhão de quilômetros quadrados da Amazônia que não possui informações cartográficas. Segundo o diretor de Produtos do Sipam, Wougran Galvão, já estão sendo processadas as imagens de radar de 600 mil quilômetros quadrados da cartografia terrestre, o que corresponde a 55% do total de florestas densas existentes com vazio cartográfico na escala 1:100.000. As imagens servirão para elaborar cartas topográficas com informações sobre a altimetria da região (padrão do relevo, depressões, morros), além de identificar rios e dados preliminares do terreno. A CPRM também concluiu algumas cartas aerogeofísicas e geológicas, com informações sobre potencial de exploração mineral, solos, rochas e estrutura de algumas áreas já cartografadas.

O Projeto deve concluir em cinco anos as cartografias terrestre, geológica e náutica da região amazônica. As informações ajudarão no conhecimento da Amazônia brasileira e na geração de informações estratégicas para monitoramento de segurança e defesa nacional, em especial nas fronteiras, contribuir para o desenvolvimento e proteção da região. As cartografias auxiliarão no planejamento e execução dos projetos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas, além da demarcação de áreas de assentamentos, áreas de mineração, agronegócio, elaboração de zoneamento ecológico, econômico e ordenamento territorial, segurança territorial, escoamento da produção e desenvolvimento regional.

Fonte: Assessoria de Imprensa Sipam