Polí­tica

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O bispo de Porto Nacional Dom Romuald Kujawski não quis comentar ao Conexão Tocantins na manhã desta sexta-feira, 21, o fato de ter sido um dos exonerados pelo governo, conforme lista publicada ontem.

“Eu não sei exatamente, eu não gostaria de falar sobre isso. Por favor eu não quero mesmo falar”, disse. Dom Romuald recebia um valor mensal de R$ 1.800,00 pelo cargo de Assessor Superior – DAS – 3 lotado no Gabinete do Governador.

Questionado sobre qual cargo exercia ou se estava à disposição do governo, o bispo também não quis comentar e salientou ainda que não viu seu nome na lista. “Não olhei a lista ainda, não vi nada”, salientou.

Na sua residência, a informação da sua secretária é de que ele passa o dia inteiro em Porto Nacional com as atividades ligadas à igreja e ainda na Fazenda da Esperança e que raramente vem à Palmas.

A secretária informou ainda que não tem conhecimento de que Dom Romuald tivesse algum cargo no governo. O Bispo é responsável pela paróquia há dois anos e meio. No gabinete do governador eram 304 servidores lotados.

Fantasmas

O governo afirmou que cerca de três mil servidores exonerados eram fantasmas e não foram encontrados nos postos de trabalho. O secretário de Administração, Lúcio Mascarenhas frisou que o governo vai buscar na justiça que os "fantasmas" devolvam os salários que receberam para os cofres públicos.

Perfil

Natural de Poznan, na Polônia, dom Romuald Kujawskitem 62 anos e foi ordenado bispo em 15 de agosto de 2008, em Palmas (TO). Tomou posse como bispo auxiliar de Porto Nacional no dia 30 de agosto do ano passado.

Com doutorado em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, dom Romuald fez seus estudos de filosofia e teologia em sua cidade natal, onde também recebeu a ordenação presbiteral em 24 de maio de 1973.

Antes de ser ordenado bispo, dom Romuald foi vigário paroquial em Biezdrowo, em Zniemysl, em Ostrów Hlkp e professor no curso de teologia para leigos, todos em Poznan, cidade da Polônia. Foi também administrador paroquial de Kamionna, localizada na mesma cidade.

No Brasil, foi professor de Teologia de Espiritualidade em Diamantina (MG) de 1988 a 1990, reitor do Seminário Interdiocesano do Divino Espírito Santo e Vigário para a administração da arquidiocese de Palmas de 1999 a 2008.