Polí­cia

A Promotoria de Justiça de Palmeirópolis ofereceu denúncia contra Paulo Roberto de Jesus (conhecido também pelo nome de Joélcio Marques de Souza) e José Marques. Os dois são acusados de terem praticado assalto a mão armada à agência do Banco do Brasil da cidade e podem também ser os responsáveis pelos assaltos às agências de Alvorada e Talismã, ao sul do Estado.

De acordo com informações constantes no inquérito policial, no dia 23 de novembro de 2010 os denunciados, acompanhados de mais quatro indivíduos não identificados, invadiram o pelotão da Polícia Militar de Palmeirópolis e, após terem feito dois reféns, um deles policial, roubaram armas, munições e um rádio de comunicação portátil de uso da polícia.

De posse dos dois reféns, os acusados dirigiram-se à agência do Banco do Brasil de Palmeirópolis, onde efetuaram vários disparos contra o prédio, e realizaram o assalto, fazendo de refém um policial civil presente no local e mais dois vigilantes do banco, que tiveram suas armas roubadas.

Em seguida, os homens levaram a quantia de R$ 46.374,69 em dinheiro e fugiram em dois veículos, levando os reféns, libertados posteriormente na rodovia TO-387, próximo ao povoado Barrolândia.

Prisão

Conforme a denúncia, os acusados foram presos em flagrante por policiais militares no município de Gurupi, no dia 13 de janeiro deste ano, portando uma pistola e 38 munições intactas, pertencentes à Policia Militar, roubadas por ocasião do assalto ao 2º Pelotão de Polícia Militar, já mencionado. Além da pistola, foram encontrados em poder dos acusados diversas ferramentas e maquinários comumente utilizados para arrombamento de cofres de bancos.

Joélcio Marques de Souza responde por vários crimes graves em outros estados da federação, pesando, inclusive, a suspeita de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das mais conhecidas organizações criminosas do País.

Diante das circunstâncias, o promotor de justiça Roberto Garcia requisitou diligências da Polícia Civil a fim de investigar o caso e imputar aos acusados o eventual crime de formação de quadrilha (artigo 288 do Código Penal).

O dois homens são suspeitos de terem cometido, também, os assaltos recentes às agências do Banco do Brasil dos municípios de Alvorada e Talismã, visto que, conforme análise pericial, os tiros disparados por ocasião daqueles assaltos partiram do mesmo fuzil utilizado pelos possíveis criminosos.

Fonte: Ascom MPE-TO