Polí­tica

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Durante evento de comemoração dos 22 anos da Associação Tocantinense de Municípios, o governador Siqueira Campos (PSDB) saudou aos presentes e exaltou a realização do evento.

“Não é possível a desarticulação daqueles que são os eleitos do povo. Não é possível que tenhamos preferência ou preferidos ou preferidas nesse relacionamento institucional que é dever de cada homem, de cada mulher que teve o privilégio de ser elevado às posições tão importantes no município ou no Estado”, salientou Siqueira.

O governador falou em “truculência” e disse que ela foi extinta do Tocantins com a conquista do Estado. “O nosso Estado não pode ser nem pode ter administradores que se sintam donos do pedaço que depois de eleitos e empossados se dêem o privilégio de não ouvir ninguém. É o supra-sumo”, disse sem citar nomes.

Siqueira disse que convivência tem que ser enriquecedora. “Não pode ser diferente”, completou.

O governador citou trechos bíblicos e disse que todos as pessoas precisam derrubar “gigantes”. Siqueira disse ainda que há pessoas que vão para o poder para fazer patrimônio. “São os patrimonialistas”, pontuou novamente sem citar nomes.

“A mesa de gestão pública não pode ser balcão de negócios”, disse o governador. “Quando alguém recebe propina pode ter certeza o único Deus está vendo. Essa é a forma mais cruel de nós políticos prejudicarmos o povo, a miséria e a desigualdade é em razão disso”, afirmou.

Sobre o orçamento, Siqueira disse que trará nome por nome de quem pratica desonestidades. “Estou tendo muita tolerância porque a intolerância eu aprendi que não leva a nada”, disse.

Siqueira garantiu ainda que não vai deixar nenhum prefeito sem convênio, não importa qual o partido para que os municípios possam crescer.

“Entendam certos deputados estaduais, os 12, eu não vou conviver com esse tipo de coisa. O nosso País é presidencialista não adianta querer mudar regimentos”, disse, reforçando que há grupos atrapalhando a gestão.

O governador disse que as estradas estão precisando de restauração o que não é possível sem o orçamento. “Esse estado não foi criado para ser uma sociedade de miseráveis”, disse, citando problemas como fome e drogas no Estado. “A responsabilidade vai ser cobrada nas urnas e por Deus”, disse se referindo aos deputados.

"Por mais experiente que eu seja não tenho como resolver as coisas por cima da lei", disse completando ainda que os adversários estão querendo criar um caos.

“Eu não tenho o direito de decepcionar”, salientou o governador apontando a necessidade de propiciar uma vida melhor à população do Estado.

No evento não tinha nenhum deputado estadual de oposição presente. Dos federais, apenas Laurez Moreira (PSB) da oposição esteve presente.

Ajuda aos municípios

O presidente da entidade, Manoel Silvino (PR) disse em seu discurso que está recebendo muitas ligações de gestores pedindo que ele faça o intercâmbio a relação junto ao Estado.

O prefeito citou problemas de infraestrutura nas estradas e ainda na saúde que precisam da ajuda do Estado, segundo o gestor. Silvino também disse que a falta do orçamento está atrapalhando os municípios. “O governador está de mãos atadas sem poder ajudar os municípios”, frisou.

Siqueira disse em sua fala que não vai permitir que o ICMS não seja calculado devidamente. “Não vou permitir que regras fundadas na desonestidades que essas regras se tornem tão naturais”, salientou.

Depois de reclamar da falta de orçamento, o prefeito disse que o governo está buscando principalmente através da secretaria das Cidades que tem à frente, Ronaldo Dimas, o diálogo e atender as demandas dos municípios.