Economia

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins - Fieto, empresário Roberto Magno Martins Pires, o senador João Ribeiro (PR) e a diretora técnica do Sebrae Tocantins, Maria Emília Jaber, participaram nesta terça-feira,15, em Brasília, do lançamento do Projeto Norte Competitivo, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Projeto discute os gargalos logísticos da região norte do Pais e busca investimentos prioritários para dirimir a dificuldade de escoamento da produção.

Roberto Pires ouviu do presidente da CNI, Robson Andrade um estudo que aponta as melhores rotas para escoamento dos produtos da Amazônia Legal para o mercado internacional com diagnóstico que aponta as principais obras de infraestrutura com maiores possibilidades de incrementar a economia da região.

Além do Tocantins, o estudo da CNI aponta ações de melhoria de infraestrutura nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima.

Para João Ribeiro, além de obras de melhoria nas rodovias e ferrovias, importante serão os investimentos nas hidrovias do Tocantins. É consenso entre todos os presentes no evento da CNI que o corredor hidrográfico do Tocantins necessita ser ajustado para fazer a ligação do norte com o resto do país, defende João Ribeiro. A opinião do senador foi reforçada pelo presidente da FIETO, Roberto Pires. "Produzimos barato, mas fica caro levarmos o nosso produto para fora do Tocantins", concluiu ao defender um sistema multimodal.

Diagnóstico

O diagnóstico aponta as 71 obras de infraestrutura com maiores possibilidades de incrementar a economia da região. Os projetos prioritários exigem um investimento de R$ 14 bilhões, que trariam um retorno anual de R$ 3,8 bilhões para o setor produtivo. Com isso, seria possível cobrir os investimentos em até quatro anos.

Foram analisadas as cadeias de alumínio, cana-de-açúcar, caulim, cobre, duas rodas, ferro e aço, fertilizantes, eletroeletrônica, madeira, mandioca, manganês, milho, pecuária bovina, petróleo e derivados, refrigerantes e soja. Essas 16 cadeias produtivas são responsáveis por 95% do que foi produzido e exportado pelos nove estados em 2008.

Ainda de acordo com o diagnóstico, se nenhum investimento for feito até 2020, os custos logísticos de transporte de mercadorias nos nove estados da Amazônia Legal alcançarão R$ 33,5 bilhões. Em 2008, esse valor atingiu R$ 17 bilhões.

O evento contou com a presença do secretário de Política Nacional de Transporte, Marcelo Perrupato, dos governadores do Pará, Simão Jatene, de Mato Grosso, Silval Barbosa, e de Rondônia, Confúcio Moura, além de presidentes de federações estaduais de indústrias, senadores e deputados.

Fonte: Assessoria de Imprensa/ Fieto