Polí­cia

Foto: Philipe Bastos Ambulância deixa CPP levando ferido Ambulância deixa CPP levando ferido
  • Carro do Gote chega ao presídio para conter rebelião
  • Secretário João Costa chega ao CPP
  • Wilson Filho, advogado dos detentos

Teve início por volta das 9h da manhã desta sexta-feira, 8, uma rebelião de presos na Casa de Prisão Provisória de Palmas. As informações dão conta de que os internos teriam destruído os dois pavilhões que compõem a estrutura carcerária da casa.

De acordo com informações dadas à imprensa pelo delegado responsável, João Pina, a rebelião atingiu entre 16 e 18 celas do presídio, deixando cerca de dois presidiários feridos. Foi informado também que os detentos teriam ateado fogo nas celas.

O secretário estadual de Segurança Pública do Estado, João Costa Ribeiro Filho chegou ao centro de detenção para se informar sobre a rebelião, mas até o momento ainda não saiu do presídio para se pronunciar. A expectativa é que ele tenha maiores informações sobre o acontecido e as ações do governo sobre a segurança pública do Estado.

Familiares apreesivos

Na frente da Casa de Prisão Provisória, parentes dos presos aguardam por notícias de dentro da prisão. De acordo com a mãe de um dos internos, que não quis se identificar, a situação dentro da cadeia é precária. “Eles tem alimentação, mas nós trazemos uma cesta por semana. A água que eles bebem é suja”, informou.

Situação calamitosa é o que descreve também o advogado de 7 detentos, Wilson Filho. De acordo com ele, o presídio está superlotado e não oferece condições de abrigar os presos. “Isso aqui tem capacidade para 100 pessoas e tem mais de 500”, completou.

O advogado descreveu os momentos de tensão que presenciou ao entrar na Casa de Prisão no momento da rebelião. “Isso aqui é um barril de pólvora. Quando eu fui entrar para ver os meus clientes, ouvia tiros para todos os lados. A sorte é que a polícia coibiu, senão iria haver um derramamento de sangue neste local”, disse.

Mesmo dando atenção à ação dos policiais, o advogado não poupou críticas às políticas de segurança pública no Estado. Segundo ele, “está havendo uma irresponsabilidade do governo com relação à situação dos presidiários. “Estão brincando de fazer segurança pública. Enquanto não matarem um filho de deputado, de governador, isso não melhora”, relatou.