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Foto: Marcos Vinícius

Das cinco capitais brasileiras contempladas pelo Projeto Vida no Trânsito, Palmas saiu na frente, lançando primeiro que as demais o Plano de Ações Integradas, que visa a redução do índice de acidentes com vítimas graves e mortes nas vias públicas. O ato ocorreu na tarde desta quinta-feira, 14, no Auditório do TCE - Tribunal de Contas do Estado, onde mais de 300 pessoas estiveram presentes, entre elas, autoridades de diferentes esferas, comprometidas com a busca pela reversão dos números de acidentes no trânsito.

À frente do Projeto, com a realização de consultorias para uma melhor adequação de programas, projetos e sistema viário, está a OPAS - Organização Panamericana de Saúde - um braço da Organização Mundial de Saúde - que tem o Governo Brasileiro, os estados, as prefeituras e outros órgãos como parceiros. Segundo organizaão do Projeto, a união das forças, das técnicas, das estruturas e de mão de obra é um dos termos que melhor se adequa ao planejamento e à execução das ações. E isso vale também para Belo Horizonte - MG, Teresina - PI, Campo Grande - MS, e Curitiba - PR, que também vão representar o Brasil no grupo dos dez países contemplados com o Vida no Trânsito.

O Plano de Ações Integradas de Palmas optou por atuar com três fatores de risco no recebimento da consultoria da OPAS: álcool, velocidade e os motociclistas. Este último terá atenção redobrada, já que 38% dos acidentes registrados ano passado na capital do Tocantins tiveram as motos envolvidas. “De alguma forma a causa são as motocicletas, mas a consequência se dá na saúde e na força produtiva. A sociedade tem papel fundamental nesse projeto”, afirmou Samuel Bonilha, secretário municipal de Saúde.

A partir de agora o Projeto entra na fase de execução e todas as metas têm prazos para serem cumpridas. Entre os objetivos, por exemplo, está a redução de 10% de acidentes com mortes a cada ano. “A gente só vai conseguir cumprir prazos e metas se a sociedade estiver envolvida”, destaca Marta Malheiros, coordenadora do Projeto em Palmas. Para alcançar as metas os parceiros vão usar a proatividade e parcerias, onde a Comissão inicia as atividades e aguarda a o envolvimento dos órgãos parceiros com a resposta e a continuidade.

O prefeito Raul Filho reconheceu a gravidade dos acidentes em Palmas, mas ao mesmo tempo valorizou as propostas do Vida no Trânsito. “Queremos crer que além de detectar o gargalo desses acidentes, possamos também apresentar sugestões para corrigir isso de forma definitiva”, acentuou.

Impacto

Para Otaliba Libâneo, do Ministério da Saúde, o projeto vem mostrar que o acidente de trânsito não é uma causa natural, uma fatalidade. Segundo ele, trata-se de um fato que pode ser identificado aonde vai acontecer, que vai ocorrer e que pode ser evitado. “É algo que está tirando a vida de 38 mil brasileiros por ano”, afirmou.

O impacto de tantas ocorrências, segundo Libâneo, está relacionado diretamente com outros fatores, como a superlotação dos leitos hospitalares e o orçamento da União. “Há estimativas do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) de que os acidentes compromete cerca de 1% do Pib (Produto Interno Bruto). Esse é o primeiro impacto, além do impacto social e da desagragação familiar”, pontuou.

No Hospital Geral de Palmas, segundo Renata Duran, gerente administrativa, 70% dos pacientes são vítimas de acidentes de trânsito. “São muitos profissionais, serviços e medicamentos envolvidos. Há um custo muito grande e isso não se encerra com a alta médica. Às vezes, o paciente fica até dois anos voltados duas vezes por mês ao hospital”, revelou.

Fonte: Ascop