Polí­tica

Foto: Koró Rocha Para Lelis mudança na legislação abre mais uma porta para aqueles que descumpriram a legislação ambiental Para Lelis mudança na legislação abre mais uma porta para aqueles que descumpriram a legislação ambiental

Em entrevista concedida antes do início da sessão da manhã desta terça-feira, 10, na Assembleia Legislativa, o deputado Marcelo Lelis (PV) comentou sobre a votação do novo Código Florestal, que está para começar ainda hoje no Congresso Nacional. Com a mudança, de acordo com o deputado, a legislação abre mais uma porta para aqueles que descumpriram a legislação ambiental.

Na ocasião, o deputado informou que é contrário às mudanças no código ambiental, pois estas mudanças prejudicariam o meio ambiente. “Você traz danos ao meio ambiente. E isso causa danos ao planeta, gerando essas catástrofes que nós todos vemos aqui”, disse.

Lelis ainda afirmou que as mudanças no código beneficiam os produtores rurais que já burlaram a atual legislação ambiental. “No momento que você concede maiores benefícios àqueles que descumpriram a legislação no passado, isso causa danos”, completou.

Sandoval pede maiores estudos

Já o deputado Sandoval Cardoso (PMDB) frisou que uma legislação como o novo código florestal, precisa ser analisado e votado em nível de Estados, e não como um todo para o Brasil. Segundo o deputado, o Tocantins, por exemplo, já tem cerca de 51% de suas terras consideradas Área de Proteção Ambiental. Sandoval informou que são áreas de proteção permanente, reservas legais e reservas indígenas.

Cardoso ainda defendeu a produção de alimentos e informou que grande contribuição para o aumento das taxas de inflação são por conta das baixas na produção. Este reflexo, de acordo com especialistas, é sentido, inclusive, em outros países do mundo, como a China. “Hoje, o que gera a inflação no Brasil são os alimentos. É o código florestal que é incerto, o produtor que é visto como um vilão, isso é muito preocupante”, destacou.

Sandoval ainda informou que uma das propostas do novo código, diz que, desde que uma área contenha a mesma espécie de vegetação da área a ser desmatada e dentro do tamanho previsto em lei, poderá servir como reserva ambiental. O deputado explicou que uma área aqui do Tocantins que tiver a mesma vegetação que uma área de produção de São Paulo, por exemplo, ela poderá servir como reserva ambiental. “E aí o Tocantins sobrevive de que? Do canto do Sabiá?”, questionou.